domingo, 8 de novembro de 2009

FOTOS ATUAIS DE PILAR (PB)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

POEMA PARA DAMIÃO CAVALCANTI


Eu quero aqui nestes versos
Para enfeitar este dia
Falar-lhes dum Cavalcanti
Poeta com maestria
Que nasceu no meu Pilar
Pra todo o mundo encantar
No Reino da Poesia!
Em sua "Ausência do Tempo",
No modo de versejar,
Bem soube talhar na pedra
Poemas para durar;
Por isso que Damião
Do litoral ao sertão
O povo quer abraçar!
E o que dizer da terrinha
Que inda fabrica farinha,
A tapióca e o beijú;
Do Paraíba de enredo,
Do grande Zé Lins do Rego!
E do poeta Xudú.
A Paraíba lhe aplaude
E a Europa também,
Os versos de Damião
Vão cada vez mais além;
Pois o poeta não erra
Quando canta a sua terra
O mundo todo quer bem!
A pequenina Pilar,
(vou imitar a Catulo)
"Ispichou-se", deu um pulo!
E começou a cantar;
E o mundo que não sabia
Agora tem poesia
Tirada do seu pomar!
A poesia é concreta
Deste esplêndido poeta
O DAMIÃO CAVALCANTI...
Que no poema e na prosa
Deixa Pilar orgulhosa,
Pelo seu filho brilhante!
(ANTONIO COSTTA)


A POETISA PILARENSE RISO MARIA



CONHEÇA A OBRA DE RISO MARIA, GRANDE POETISA, ATRIZ E PROFESSORA DE TEATRO, QUE MORA EM SÃO PAULO HÁ VÁRIOS ANOS, MAS É PILARENSE.

ACESSE:

http://risomariadersu.blogspot.com/



CIDADE MÃE















Se você
s não sabem
Agora eu vou contar
Que Pilar já foi grande
Pois até Campina Grande
Já pertenceu a Pilar!

As suas terras se estendiam
No período colonial
De Cruz do Espírito Santo
Às divisas de Pombal!

Mas os anos foram passando
E seus filhos foram crescendo
E novas cidades foram
No seu solo aparecendo!

Pois Itabaiana e Gurinhém,
Caldas Brandão (o Cajá)
E Cruz do Espirito Santo,
Todos pertenceram a Pilar!

Sem falar em Juripiranga,
A Serrinha popular,
E São Miguel de Taipú,
Terra do Itapuá.

E por ultimo São José dos Ramos
Também quis se libertar,
E Pilar foi se tornando
Somente a nossa Pilar!

Pilar nasceste grande
E teu amor sempre nos põe;
Pilar terra querida,
Pilar CIDADE MÃE!

CHIBATA PRETA













Quem é que não se lembra
De uma negra, CHIBATA,
Que morava na Estaç
ão
E cozinhava em uma lata?

Eu vinha de Chã de Are
ia,
Por Figueiredo passava,
E chegando na Estação
Chibata Preta encontrava!

Conhecida por Chibat
a,
Chibata, Chibata Preta;
A pobrezinha, coitada,
Não tinha estudo nem letra!

Era uma pobre indigente
Que morava bem ao léu;
Tinha por cama o chão
E por cobertor, o céu!

Era um amontoado de lixo
Na margem daquela rua;
Era a “casa” da Chibata
Iluminada pela lua...

E por que “Chibata Preta”,
Também queres entender?
Não era porque tinha uma chibata
Para se mesma defender...

Era porque a pobrezinha,
Que cozinhava em uma lata,
Era magra e pretinha
Parecendo uma chibata!...

Era a Chibata Preta
Conhecida no Pilar

E também da região
Que vinha nos visitar.


Era o terror das crianças

Aquela negra Chibata,
Que morava na Estação
E cozinhava em uma lata!...

Mas um dia a pobrezinha
Partiu da nossa cidade;
Pois passava frio e fome,
Tamanha necessidade!

E Pilar ainda se lembra,
E alguns sentem saudade
Daquela mulher pretinha...
Que partiu pra eternidade!

ANTONIO COSTTA


RELEMBRANDO O POETA MANOEL XUDU

Manoel Xudu Sobrinho foi um homem simples, generoso, eternamente cavalheiro, incapaz de um ato ríspido, mesmo nas horas em que sua tranqüilidade corresse o risco de ser ameaçada. Nem por isso deixou de ser um poeta atormentado, de permeio, entre “o mundo e o nada”, o pranto e o riso. Natural do município de Pilar, na Paraíba, conterrâneo de José Lins do Rego e de João Lourenço, violeiro em plena atividade profissional.
"DIA 13 DE MARÇO TERÇA-FEIRA
ANO MIL NOVEC
ENTOS TRINTA E DOIS
POUCO TEMPO DEPOIS QUE O SOL SE PÔS
MAMÃE DAVA GEM
IDOS NA ESTEIRA
NUMA CASA DE BARRO E DE MADEIRA
MUITO HUMILDE COBERTA DE CAPIM
EU NASCI PRA VIVER SOFRENDO ASSIM
MINHA DOR VEM DOS TEMPOS DE MENINO
VIVO TRISTE POR CAUSA DO DESTINO
E A SAUDADE CORRENDO ATRÁS DE MIM."


A obra de Xudu exige um conhecimento maior desse gênio do repente. Cada estrofe é um monumento de Arte, a expressar uma cascata de emoções que despenca em uma alma profundamente humanística”.

MAMÃE QUE ME DAVA PAPA
ME DAVA PÃO E CONSOLO
DAVA CAFÉ DAVA BOLO
LEITE FERVIDO E GARAPA
MAS UMA VEZ DEU-ME UM TAPA
E DEPOIS SE ARREPENDEU
BEIJOU AONDE BATEU
DESMANCHOU A INCHAÇÃO
“QUEM NÃO TEM MÃE TEM RAZÃO
DE CHORAR O QUE PERDEU”.


Xudu era tudo isso, dentro de uma simplicidade tamanha, ele abordava os temas mais profundos, com a maior presteza:
SOU IGUALMENTE A PIÃO
SAINDO DE UMA PONTEIRA
QUE QUANDO BATE NO CHÃO
CHEGA LEVANTA A POEIRA
COM TANTA VELOCIDADE
QUE MUDA A COR DA MADEIRA.
A arte do improviso alimentava corpo e alma deste poeta que nasceu no distrito de "São José de Pilar" (hoje São José dos Ramos). Bom tocador de viola, o que é um tanto raro dentre os repentistas. Ele e Severino Ferreira quando se deparavam, o “cancão piava”, no desafio só de viola. Gostava de uma “branquinha”. Meu Deus! Às vezes os próprios colegas o prendiam num quarto, até de motel, contanto que ele estivesse bom para o desafio noturno dos “Festivais”.

“O HOMEM QUE BEM PENSAR
NÃO TIRA A VIDA DE UM GRILO
A MATA FICA CALADA
O BOSQUE FICA INTRANQÜILO
A LUA FICA CHOROSA
POR NÃO PODER MAIS OUVI-LO.”


Certa vez Xudu estava cantando e um camarada, meio bêbado, oferecia-lhe cerveja e insistia: "Olha a cerveja, Manoel ! Toma a cerveja!..." Manoel desembuxou e disse:

DEIXE DE SUA IMPRUDÊNCIA
DEIXE EU FINDAR A PELEJA
COMO É QUE EU POSSO CANTAR
TOCAR E TOMAR CERVEJA
CACHORRO É QUE TEM TRÊS GOSTOS
QUE CORRE, LATE E FAREJA.
Manoel Xudú é considerado pelos violeiros e cantadores como o maior repentista do Brasil.
"CANTADOR PRA ENFRENTAR MANOEL XUDÚ
É PRECISO PULAR COMO UMA BOLA
TER A CURVA DO ARCO DA VIOLA
TER O DOCE DO MEL DA URUÇU
TER O SUCO DA POLPA DO CAJU
O AZEITE DO SUMO DA CASTANHA
O TECIDO DA TEIA DA ARANHA
A BELEZA DA PENA DA ARARA
O TACAPE DO ÍNDIO UBIRAJARA
E A DESTREZA DA FERA DA MONTANHA."
(Manoel Xudú)

(http://www.interpoetica.com/folhas_soltas6.htm)
DEIXE O SEU COMENTÁRIO


terça-feira, 15 de setembro de 2009

PILAR




Pilar não é só
uma marca de biscoito;
também é a minha cidade
que tem o início
no começo da minha saudade!



(Antonio Costta)





PILAR - CIDADE MÃE

















Se vocês não sabem
Agora eu vou contar
Que Pilar já foi grande
Pois até Campina Grande
Já pertenceu a Pilar!

As suas terras se estendiam
No período colonial
De Cruz do Espírito Santo
Às divisas de Pombal!

Mas os anos foram passando
E seus filhos foram crescendo
E novas cidades foram
No seu solo aparecendo!

Pois Itabaiana e Gurinhém,
Caldas Brandão (o Cajá)
E Cruz do Espirito Santo,
Todos pertenceram a Pilar!

Sem falar em Juripiranga,
A Serrinha popular,
E São Miguel de Taipú,
Terra do Itapuá.
E por ultimo São José dos Ramos
Também quis se libertar,
E Pilar foi se tornando
Somente a nossa Pilar!

Pilar nasceste grande
E teu amor sempre nos põe;
Pilar terra querida,
Pilar CIDADE MÃE!

(Antonio Costta) 

domingo, 28 de junho de 2009

MINHA PILAR, PARABÉNS!

Minha jóia, meu diamante,
A terra que a todo instante
Recordo na minha vida;
Em ti projeto a lembrança
Do meu tempo de criança
Na Chã de Areia querida!

Minha terra tão pequena
Quem dera neste poema
O meu amor expressar;
Num verso puro e sereno,
No meu cantar tão pequeno,
Quero pra sempre te amar!

Quem dera viver contigo
Nas asas do teu abrigo
Sem temer qual seja a sorte;
Muito mais feliz seria
Vivendo aqui todo dia,
Até chegar minha morte!

Que Deus te abençoe, minha terra,
Que reine a paz não a guerra
Neste pedaço de chão;
Que não apenas te enganem,
Mas que as pessoas te amem
De todo seu coração!

Que a Paraíba não pare,
Que o governo declare
Fazer-te bem mais notória;
Sem nenhum demagogismo
Desenvolver o turismo,
Porque Pilar é história!

Por José Lins que é da gente,
Manoel Xudú no repente,
Zé Auguto na poesia;
Minha Pilar tão formosa,
Eu te ofereço esta rosa...
Meus parabéns neste dia!

Pela bravura do povo,
Pelo sonhar com um novo
Tempo, melhor do que tens;
Pra o velho, o jovem e a criança,
Por não perder a esperança,
Minha Pilar... Parabéns!!!

(ANTONIO COSTTA)

HINO OFICIAL DE PILAR- cantado por José Cosmo de Souza

HINO OFICIAL DE PILAR - cantado por Jordânia Borges