quarta-feira, 28 de julho de 2010

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS



Minha terra tem palmeiras
Mas não canta o sabiá
Foram contrabandeadas
As aves que tinham lá.

Admiro a minha terra,
A beleza do lugar;
Minha terra tem palmeiras
Mas não canta o sabiá.

Minha terra tem palmeiras
Bem poucas, é bom falar,
Foram muitas arrancadas
Pro pregresso se instalar.

Progresso?... Meu Deus do céu!
Que progresso tem Pilar?
Se cortaram as palmeiras...
Se não canta o sabiá!

(ANTONIO COSTTA)

 


O POETA JOSÉ AUGUSTO DE BRITO
 


O grande poeta, cronista e historiador pilarense JOSÉ AUGUSTO DE BRITO, membro da Academia Paraibana de Poesia, falecido neste ano de 2010, publicou sete obras literárias de riquíssimo valor: VIDAS PARARELAS, CANÇÕES DO ENTARDECER, SEM ÁGUA SEM RIO SEM VERDE, PILAR, MEMÓRIAS DE UM APRENDIZ DE NADA, PILAR É HISTÓRIA e PINGOLENÇO UM TRIBUTO À ARTE, que precisam serem lidas e divulgadas não só nos meios acadêmicos, mas principalmente nas escolas, entre os estudantes da terra de José Lins do Rego, para que todos tomem conhecimento de nossos valores culturais e venham a sentir-se motivados, o que é primordial para a recuperação de sua auto-estima.

UM SONETO DE JOSÉ AUGUSTO DE BRITO:
ALMA PILARENSE
Naquele sábado de poesia,
O violão desfila em serenata,
Com Zé de Heleno até o fim do dia,
Nos dedos e na voz uma cascata.
É o Pilar palpitando em melodia,
É o coração de Diu que desata,
É a família reunida na alegria,
Relembrando a distância que maltrata.
É a comunhão de todo o pilarense
No grande altar do amor e da saudade,
Extravasada na voz e no violão.
É a força do Pilar que ninguém vence,
É o entrelaçamento da amizade
A cantar na tua alma, meu irmão.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

COMETÁRIO DO POETA RUBENIO MARCELO


O naturalista e escritor francês Buffon disse, em um de seus escritos, que “Le style c’est l’homme”. Já Goethe escreveu: “Quereis ter um estilo claro? Fazei que a clareza ilumine vosso espírito; se o quereis elevado, procurai possuir nobreza de caráter!”. Grande Antonio Costta, uma honra (pra mim) é figurar na sua obra poética, que é límpida e altiva, inspirada em nobres e claras transcendências.

Esta dosagem epifânica na obra de um autor realmente baliza um diferencial especialíssimo e nos conduz naturalmente ao desvelo transcendental da beleza altiva e genuína. Timbra também a serenidade que move o olhar do homem e do poeta.

Antonio Costta, que assim seja! Que Jesus, esteja sempre presente nas sendas do nosso cotidiano. Pois somente Ele, aquele que assinou com Seu sacratíssimo sangue uma nova Aliança, é o perpétuo borbulhar de purificação e o infinito Espírito da beleza, da perfeição, da confiança, do amor, da paz... Vera-efígie de sabedoria, de doçura, de sobriedade, de discernimento e de libertação... Somente Ele é a Redenção do mundo! - ('Agnus Dei qui tolli peccata mundi'). Aquele que, com um inefável sopro de verdade e justiça, varrerá as impenitências humanas. "Aquele que É, que Era e que há de Vir!

Nobre poeta, obrigado por nos banhar de beleza, por espargir em nós o enlevo dessa chuva... que vem do alto... que vem do eterno... que chove fecundando o nosso espírito... que afaga a nossa sensibilidade com pingos abundantes de estesia... que é Poesia!


Abraços,

RUBENIO MARCELO

(Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras)

HINO OFICIAL DE PILAR- cantado por José Cosmo de Souza

HINO OFICIAL DE PILAR - cantado por Jordânia Borges