domingo, 4 de dezembro de 2016

O POETA DAMIÃO RAMOS CAVALCANTI


Damião Ramos Cavalcanti nasceu na cidade de Pilar - PB, em 24 de abril de 1949. Passou parte da sua infância em Itabaiana, quando, com seus 11 anos, foi estudar na cidade de João Pessoa, onde reside atualmente. Em 1966, viajou à Itália, onde, em Roma, realizou seus estudos de graduação e pós-graduação em Filosofia; em Paris, posgraduou-se em Sociologia da Educação pela Sorbonne, de 1978 a 1983. Professor da Universidade Federal da Paraíba, desde 1973, onde prestou uma larga folha de serviço como docente e dirigente. Participou da criação da UEPB em Guarabira, da UNIPÊ e da FESP em João Pessoa. Hoje, dedica-se a escrever seus livros, como membro da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB; da Academia Paraibana de Cinema - APC; da Associação Paraibana de Imprensa - API e da Academia Paraibana de Filosofia - APF. É advogado, escritor, poeta, cronista e Presidente da Academia Paraibana de Letras - APL.  
(Fonte: www.drc.recantodasletras.com.br)






Honra-me muito ter o poeta Damião Ramos Cavalcanti como amigo particular. Sempre prestativo e cordial, atendeu aos convites para participar de eventos culturais em nossa região. Participou da fundação da Academia de Cordel do Vale do Paraíba e tem dado relevante apoio à nossa instituição. Olho para ele e não visualizo, apenas, o mestre Dr. Damião, o professor universitário, o poliglota, o advogado e o teólogo, mas, principalmente, e por mérito dele, meu conterrâneo e amigo poeta.




A sua humildade é tanta que me chega a surpreender. Às vezes meu telefone toca, é ele querendo combinar uma visita à Pilar, ou Itabaiana, às duas cidades que tanto ama, para rever amigos e o ambiente onde passara sua infância. Aproveitando o ensejo também para saborear as comidas típicas da região, que remetem, evidentemente, ao seu tempo de menino neste vale paraibano.

Algumas curiosidades é que nascemos no mesmo dia e mês: em 24 de abril. E por consciência, ou providência divina, além de pilarenses também somos filhos adotivos de Itabaiana. 



É sem dúvida alguma uma honra para terra de José Lins do Rego e do mestre Sivuca, ter Damião como filho e atualmente presidente da Academia Paraibana de Letras e da Fundação Casa de José Américo de Almeida.

Desejo todo sucesso do mundo ao meu amigo poeta!

Que Deus continue lhe abençoando e lhe conservando com essa humildade extraordinária.

Antonio Costta.

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AS LAVADEIRAS DE PILAR
No rio do meu Pilar,
Por onde elas passam,
Iguais, iguais às águas,
Lavam roupas na cacimba.
As sujas elas lavam,
As torcidas elas enxáguam,
Batendo as molhadas
Na pedra dos meus pulos.
Espremem entre espumas
Algumas nódoas retintas,
O sabão e suas mãos,
Com dedos em feridas
E um muito sofrido,
De tantos trabalhos idos.
Espiam os banhantes,
Logo atrás dos arbustos,
Na sombra, no meio escuro,
Homens sem roupa,
Que também lavam inteiros,
Todos os seus corpos nus.
A água os faz brilhantes,
Homens, partes, desejos,
Seios, olhares, ensejos
Das lavadeiras amantes.

Damião Ramos Cavalcanti

domingo, 24 de julho de 2016

LETÍCIA PILLAR - NOVA ESCRITORA PILARENSE


Letícia Pillar Altino Costa nasceu em 22 de agosto de 1999, no município de Santa Rita/PB, onde passou apenas seus primeiros dois dias de vida, vindo em seguida para a residência de seus pais no município de Pilar, terra do grande romancista José Lins do Rego.



Letícia é filha de Ivoneide Altino Costa, Itabaianense, e do poeta e escritor pilarense Antonio Costta. Em janeiro de 2001 ela mudou-se com sua família para a cidade vizinha de Itabaiana, onde reside até hoje.

A jovem estudante Letícia Pillar, que neste ano de 2016 conclui o ensino médio, cresceu num ambiente literário, vendo seu pai escrever e recitar poesias, fato que certamente lhe influenciou a também ter intimidade com a palavra escrita.



Aos doze anos de idade, mesmo sem ela se dar por conta, começou a aflorar seu talento literário quando começou a escrever seus primeiros textos e publicá-los em uma página na internet. Logo foi formando seu seleto público de leitores. Agora, motivada pelo sucesso de suas publicações, vem apresentar-nos seu primeiro livro: o romance 12 de Junho. Uma história escrita em plena adolescência, mas que já revela seu grande talento de prosadora.

Seja bem vinda Letícia Pillar ao rol dos novos escritores da literatura brasileira.


 Vida longa e muito sucesso ao seu primeiro rebento!

SINOPSE DO LIVRO

Família rica e família pobre, duas classes sociais que nunca eram vistas em laços de companheirismo, fraternidade e alianças no século XII. Mas um sentimento poderia mudar tudo, principalmente essa grande diferença entre classes sociais. Um sentimento capaz de mudar a vida de dois jovens que se conheceram na missa do frade Antonio, através de olhares cruzados, apaixonados e intensos. Nathaniel e Lisa, ele de classe rica, filho de senhor feudal e ela de classe pobre, filha de uma camponesa. Opostos na classe social, que até perto um do outro não eram bem vistos pela sociedade. Corações puros e sentimentos mútuos, esses jovens acreditavam neste sentimento que muda tudo, sentimento poderoso e indescritível, que se chama amor. Seria o amor que juntaria os dois?...


O lançamento do livro está previsto para o próximo mês de agosto na cidade de Itabaiana-PB. Mas o romance já se encontra para venda antecipada no site do Clube de Autores:

terça-feira, 5 de julho de 2016

VOTO NÃO TEM PREÇO



Não troque seu voto
Por conta de luz,
Por conta de água,
Por gás ou cuscuz!

Não troque seu voto
Por exame de vista,
Por óculos doado
Por oportunista.

Não troque seu voto
Por pneu que fura,
Por emplacamento
Ou por dentadura.

Não troque seu voto
Por uma carrada
De telha, tijolo,
Madeira cerrada.

Não troque seu voto
Por nada na vida,
Pra não eleger
Bandido ou bandida!

Quem troca seu voto
Não tem mais direito,
Não pode exigir
Nada mais do prefeito!

Político que compra
O voto de alguém,
Se sente quitado,
Não deve a ninguém!

Ao pobre eleitor
não dá atenção,
fechando-lhe a porta
durante a gestão.

Andando empinado,
Mangando do povo,
Dizendo que compra
Seu voto de novo!

Por isso eleitor
Analise, aprenda,
Sua arma é seu voto,
Não troque, não venda!

Antonio Costta



Político que compra o voto
não deve nada a ninguém,
e eleitor que vende o voto
perde o direito que tem!

***

Quem vende seu voto fica
sem direito de cobrança;
se condena e se complica
a viver sem esperança!

***

O político enganador
mente com força e com pressa;
para enganar o eleitor
com dinheiro e com promessa!

***

Eleitor nunca se venda
por dinheiro na campanha;
mas vote com consciência
pra mudar toda essa sanha!

***

Avalie bem as propostas
de quem seu voto pleiteia,
e veja se nas respostas
ele a verdade semeia.

***

Quem vive o voto a vender
faz um crime eleitoral,
além de ajudar vencer
as grandes forças do mal!

***

Só quem vota consciente
contribui com a mudança;
Voto livre, independente,
é o voto da ESPERANÇA!

Antonio Costta

quinta-feira, 16 de junho de 2016

FREDERICO LIMA LANÇARÁ SEU 1º LIVRO "GAROTA LABIRINTO"



O jovem prosador e poeta pilarense Frederico Lima nos surpreende a cada frase que escreve. É um escritor feito. Em seu livro de estreia já diz para que veio, como assim fez o nosso conterrâneo José Lins do Rego que deixou sua marca indelével na literatura brasileira a partir da publicação de seu primeiro romance, Menino de Engenho, em 1932.

Seu livro Garota Labirinto, que será lançado nessa sexta-feira, 17 de junho, em João Pessoa, no Auditório 412, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da UFPB, às 19hs., é um corolário de pensamentos filosóficos e pura poesia. Nele Frederico traduz o pensamento das mulheres que vivem seus conflitos interiores em busca da felicidade amorosa. Ele consegue traduzir, com muita propriedade, em suas crônicas e contos, a complexa natureza dessa obra prima da criação de Deus: a mulher. 


A essência e estilo de sua narrativa faz lembrar a consagrada escritora Clarice Lispector. Sinceramente, Garota Labirinto não parece livro de estreia, mas de um escritor já maduro.
Sinto-me orgulhoso e honrado por ser seu amigo e conterrâneo. E pelo Sítio Chã de Areia ter sido o palco de nossa infância e juventude.

Desejo todo sucesso no lançamento do livro que acontecerá amanhã na Universidade Federal da Paraíba.


Parabéns, meu amigo! Que Deus continue lhe abençoando nesta sua jornada literária.


Antonio Costta.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Aberta as inscrições para o Concurso de Poesia Novos Talentos Poéticos do Vale do Paraíba


Você que gosta de escrever poesia, chegou a sua grande oportunidade de mostrar seu talento!

Qualquer pessoa, a partir de 10 anos de idade, nascida ou radicada em uma das cidades que fazem parte da região do Vale do Paraíba, polarizada por Itabaiana - a exemplo de Pilar, São Miguel de Taipu, Juripiranga, Salgado de São Félix, Mogeiro, São José dos Ramos, Gurinhém e Cajá (Caldas Brandão), poderão participar deste concurso, informando os dados da Ficha de Inscrição e enviando, juntamente com seu poema, digitado no word, para o e-mail antoniodacostta@gmail.com, até o dia 20 de julho de 2016.


O tema deste concurso é livre.

Os poemas selecionados por uma comissão farão parte do livro "Novos Talentos Poéticos do Vale do Paraíba" que será publicado no mês de dezembro deste ano.

Serão desclassificados poemas copiados de outros autores, de livros ou da internet.

Serão selecionados os 200 melhores poemas para o livro.

Todos os 200 selecionados receberão um Bolsa Parcial de Estudos da Soft Cursos.


Os três primeiros colocados receberão uma Bolsa Integral de Estudos da Soft Cursos e um livro.


O primeiro colocado receberá um livro e um laptop como premiação. 

O resultado do concurso será divulgado no dia 10 de Agosto de 2016.


Coordenador do concurso: Poeta Antonio Costta 


(A poesia também deverá ser enviada em anexo)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MORRE O EX-PREFEITO DE PILAR HERETIANO COSTA ARAÚJO


Morreu aos 83 anos de idade, na tarde desta segunda-feira, 29 de fevereiro, na cidade de Pilar, vítima de enfarte, o Sr. Heretiano Costa Araújo que foi prefeito da terra de José Lins do Rego, na gestão de 1973 a 1977..  
O ex-prefeito Seu Léo, como era mais conhecido, realizou importantes obras no município, onde a mais importante, segundo a população pilarense, foi a construção do Estádio de Futebol O Vieirão, inaugurado em 1976. Em sua trajetória ele também exerceu os cargos de vereador, secretário da Câmara Municipal e também da Prefeitura.






Ele foi, sem sombras de dúvidas, uma das grandes reservas morais de Pilar. A presença da dignidade moral de Seu Léo fará muita falta ao nosso município, que ultimamente anda escasso desta virtude, principalmente correlação a aqueles que deveriam primar pelo bom exemplo no trato da gestão dos recursos públicos.
Ele também foi um grande desportista, incentivando principalmente a prática do futebol entre a juventude de nossa terra. 






Pilar perde um grande filho que deixou sua marca indelével no coração da cidade com a construção de seu Estádio de futebol. Seu Léo certamente ficará no coração dos pilarenses como um gestor amante de sua terra, que contribuiu com o desenvolvimento do município, e que escolheu Pilar para viver até o último suspiro de sua vida.

Assim expressou-se o jornalista Frutuoso Chaves ao tomar conhecimento da morte de Heretiano Costa: 

“Poucas vezes, alguém terá se identificado tanto com o espírito de sua cidade quanto Heretiano. Impossível pensar no Pilar sem vir à mente, de pronto, a figura impressionante do querido Leo. Um assemelhava-se ao outro, naquilo que tinham de bom, de tranquilo e admirável. Há gente assim: nascida para ser a marca do seu tempo e do seu lugar. Menino, eu já me encantava com sua mansidão e seu comedimento. Nunca me pareceu um homem de gestos bruscos nem largos. Dava-me a impressão de procurar ouvir mais do que falar. E este, sem dúvida, é um dos atributos dos sábios. Com seu desaparecimento Pilar, de um certo modo, faz-se mais pobre. Perdeu sua mais fiel expressão.” 

O corpo de Seu Léo será velado nesta terça-feira na Câmara Municipal de Pilar e o sepultamento será às 16 horas.

Os nossos mais sinceros sentimentos à família enlutada.

(Antonio Costta)

***

Veja o resultado da eleição de Heretiano Costa para prefeito:



domingo, 21 de fevereiro de 2016

PILAR/PB - POPULAÇÃO SOFRE COM HOSPITAL FECHADO


Há exatamente 1(UM) ANO, nosso hospital fechava suas portas tendo como pretexto uma possível reforma que iria ser realizada, fruto de uma emenda parlamentar do Deputado filho da gestora, ao fazer uma visita ao portal da transparência, pude constatar que após um ano, apesar de está em execução o convênio, nenhum centavo sequer dos mais de R$ 499. 000 foram liberados( Convênio N° 821263), ou seja, fecharam a unidade em cima de uma PROMESSA DE REFORMA e não de uma reforma propriamente dita, não tendo ainda os recursos sido liberados para o seu início, fecharam a unidade de forma precipitada, e nada impedirá que após a liberação de fato do convênio, ela em caso de reabertura seja fechada novamente. É triste perceber que a forma que se governa não leva como prioridade o dever institucional, o que se ver realmente, é um gerenciamento em formato empresarial, levando o cidadão a crer que a real justificativa para o fechamento precipitado da unidade hospitalar, não foi propriamente uma "reforma", e sim o corte de gastos. Me afastando um pouco das questões políticas e institucionais, penso que ao menos o lado humano e a necessidade da população mais carente deveria ser observada, foram famílias e pessoas que tiveram que se deslocar para as cidades vizinhas durante 1 ano para serem atendidas em caso de procedimentos mais acentuados que poderiam ser feitos aqui; é lamentável ver que ao menos o serviço básico de primeiros socorros, o município não tem condições de oferecer. 


Um ano que nossa maternidade está fechada, lugar que temos muito carinho, afinal de contas quem de nós ou algum familiar nosso não precisou dos serviços do hospital? Quantos aqui nasceram naquele hospital? Os serviços de nossa maternidade faz muita falta, principalmente pra quem mais precisava dela. Sabemos que com o pleito que se avizinha e informações de fontes ligados a gestão, dando conta de uma possível reabertura brevemente, o que é muito bom, porém, saberemos que caso seja reaberta agora, o serviço voltará a ser oferecido sem a grande reforma prometida, e nada fará que esqueçamos desse episódio ocorrido durante esse um ano, todos queremos a reabertura da unidade, agora o que ninguém admite é esta falta de esclarecimento para com a população. A publicidade e a verdade devem ser máximas, principalmente com um serviço tão essencial como o de saúde, é preciso respeitar o sentimento das pessoas, digo isso, pois sei muito bem o que é você precisar do sistema de saúde deste país. Os entes públicos devem assumir suas responsabilidades, pautando-se com o respeito e a verdade perante a população.

Texto: Landoaldo Filho
Escrito em 26/01/2016

PILAR/PB - FALTA INVESTIMENTO NA CULTURA


Poucas cidades no Brasil têm o potencial turístico/cultural que Pilar tem.

A valorização da nossa cultura é um dos caminhos mais sólidos para a construção de um futuro muito mais promissor para a nossa terra, gerando renda e elevando a autoestima de nosso povo.

Eu não tenho nenhuma dúvida que o apoio ao turismo cultural será um dos principais fatores para o desenvolvimento econômico de nossa querida Pilar - berço de José Lins do Rego.









Infelizmente há pouquíssimo investimento neste sentido. Para se ter uma ideia, fazem quase oito anos que Pilar não tem uma Secretaria de Cultura para fomentar recursos e desenvolver projetos nesta área.

É lamentável.

Texto: Antonio Costta

Conheça o álbum "A Casa de Zé Lins", neste link:

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Antonio Costta - no Programa Nossa Paraíba, da Tv Assembléia.



sábado, 14 de novembro de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE PILAR-PB (TV ASSEMBLEIA)

Assista os três vídeos do documentário sobre o município de Pilar-PB, gravado pela TV Assembleia e exibido no programa Nossa Paraíba. 

Com depoimentos de Cesar AugustoLandoaldo Filho

Odete de Pilar e Antonio Costta







sábado, 19 de setembro de 2015


RIO PARAÍBA

Rio Paraíba
violentado,
sangrado,
saqueado.

Rio Paraíba
desmatado,
cercado
e esbarrado.

Rio Paraíba
invadido,
extraído,
poluído.

Rio Paraíba
controlado,
minguado,
privatizado.

Rio Paraíba,
que saudade
da liberdade...
da integridade!

Rio Paraíba,
berço da vida,
água bebida...
- que saudade!



ESSE RIO QUE EXISTE AGORA 

Esse rio que existe agora
tão diferente na lida,
será o mesmo d'outrora,
da nossa infância querida?

Esse rio que existe agora
d'água suja, poluída,
será o mesmo d'outrora
ou é outro rio sem vida?

Esse rio que existe agora
sem ter mais força no ventre,
será o mesmo d'outrora
ou corre morto somente?

Esse rio que existe agora,
sem árvores em suas margens,
será o mesmo d'outrora
ou será uma miragem?

Esse rio que era tão limpo,
d'água pura, cristalina,
não sacia mais a sede
desta terra nordestina!

Esse rio que era tão cheio
de tilápia e de pial,
por que está assim deserto?
Nos responda o homem mal!...




QUANTO VALE A AREIA DO RIO?

Quanto vale a areia do rio
que a natureza juntou?
anos e anos, a fio,
tesouro que ela guardou.

Quanto vale a areia do rio
onde o vento deita e rola?
Quanto vale a areia do campo
onde eu brincava de bola?

Quanto vale, queremos saber,
a areia do Rio Paraíba?
que estão, todo dia, a vender,
agredindo o leito, a vida!

Quanto vale a areia do rio?
Entregue em troca de nada?
Ou vendida a preço d'ouro,
tesouro da terra amada!

Por homens gananciosos
que fazem negociata.
Quanto vale a areia do rio,
do rio que se fere e mata?!



QUEM ESCUTA A VOZ DO RIO?

Quem escuta a voz do rio
Sussurrando atrás do morro?
Quem escuta a voz do rio
Nos clamando por socorro?

Quem escuta a voz do rio
E dele se compadece?
Pois o rio está clamando
por socorro, pois perece!

Quem escuta a voz do rio?
Quem escuta a sua voz?
Não ouves a voz do rio
Clamando por todos nós?...

Quem escuta a voz cansada
Das águas tão poluídas?
Quem escuta a voz do rio
Lutando para ter vida?...

Quem escuta a voz do rio?
Quem escuta a voz do leito?
Pois quem deixa a voz das águas
Adentrar para o seu peito?...


Atentai pro seu clamor,
Criança, jovem, adulto!
Não deixem o rio morrer...
A terra ficar de luto!




RIO PARAÍBA DO NORTE

Paraíba do Norte, oh rio Paraíba!
Quem te prendeu na barragem Acauã?
Cadê tuas águas? O teu grande afã?...
Quem foi que te fez franzino na vida?

Quem foi que arrancou tuas plantas das margens?
Quem foi que enfiou essa draga em teu peito?
Quem te carregou toda areia do leito,
Deixando-te assim, quase uma miragem?...

Rio Paraíba do Norte e da morte
Outrora tão cheio, tão bravo, tão forte!
Hoje tão frágil diante de mim...

Onde eu menino, banhei-me em tua água,
Pesquei camarão, piaba e tilápia...
Hoje tão seco... Será o teu fim?!...  


*******


LIBERDADE ENCARCERADA

 
Os dragões mecânicos
não param de cavar,
vão cavando noite e dia
na ribeira do Pilar,
vão deixando o Paraíba
num desarranjo sem par,
quase sem leito e sem vida
pro areeiro enricar!

E o povo todo indaga:
a justiça onde é que está?
Pra que valem tantas leis
se o dinheiro pode comprar
licenças e mais licenças,
a liberdade do Alvará
que encarcera a liberdade
do Paraíba passar!...

O Paraíba de outrora
que assombrava Pilar,
que causava tanto medo
ao menino Lins do Rego
aquele rio onde é que está?
Que invadia o Corredor,
que passava em São Miguel
causando tanto temor,
agora está dominado,
humilhado, maltratado,
quase morto, sim senhor!

Rio preso, encarcerado,
por ganância de dinheiro,
quando serás libertado
do poder dos areeiros?
Ribeirinhos, onde está
aquele rio caudaloso,
que seguia, majestoso,
livremente para o mar?...


******

O HOMEM NÃO É UM BICHO

O homem não é um bicho,
mas se torna um bicho-homem;
quando ele polui o rio
das águas que ele consome!

O homem não é um bicho,
mas perde todo renome;
quando ele polui as águas
dos peixes que a gente come!



O homem não é um bicho,
mas esse nome faz jus;
quando ele joga no rio
o lixo que ele produz!

O homem não é um bicho,
mas se torna um lobisomem;
quando agride a natureza,
não tem outro cognome!




O DONO DO RIO

O Dono do Rio
expulsou o gado,
as lavadeiras de roupas,
os plantadores de batatas,
os jogadores de bola
e dominou o rio,
prendeu suas águas,
deixou só um fio.

O Dono do Rio
montou um areieiro
e hoje vende a areia
por muito dinheiro.
É caçamba saindo,
é caçamba chegando,
e o Dono do Rio
muito mais enricando!

O dono do Rio
construiu mansão,
comprou fazendas,
comprou muito gado,
mas o rio — coitado!
Só foi afundando,
a cada dia sumindo,
a cada dia minguando!

O Dono do Rio
com seus dragões mecânicos,
com sua ganância infinda,
quando menos esperar
ele vai descobrir
que a areia acabou,
que tudo findou,
que a natureza vingou.

O Dono do Rio
um dia verá
que nada é para sempre,
que não é dono de nada!
Que a justiça da terra
pode até ser comprada,
mas a justiça divina
ela vem e não falha!

E-mail: antoniodacostta@gmail.com

***
Poemas recitados em defesa do Rio Paraíba:







Para fazer download do áudio destes poemas, em mp3, acesse: http://www.suamusica.com.br/ANTONIO_COSTTA/quem-escuta-a-voz-do-rio

Poemas em defesa do Rio Paraíba


RIO PARAÍBA

Rio Paraíba
violentado,
sangrado,
saqueado.

Rio Paraíba
desmatado,
cercado
e esbarrado.

Rio Paraíba
invadido,
extraído,
poluído.

Rio Paraíba
controlado,
minguado,
privatizado.

Rio Paraíba,
que saudade
da liberdade...
da integridade!

Rio Paraíba,
berço da vida,
água bebida...
- que saudade!



ESSE RIO QUE EXISTE AGORA 

Esse rio que existe agora
tão diferente na lida,
será o mesmo d'outrora,
da nossa infância querida?

Esse rio que existe agora
d'água suja, poluída,
será o mesmo d'outrora
ou é outro rio sem vida?

Esse rio que existe agora
sem ter mais força no ventre,
será o mesmo d'outrora
ou corre morto somente?

Esse rio que existe agora,
sem árvores em suas margens,
será o mesmo d'outrora
ou será uma miragem?

Esse rio que era tão limpo,
d'água pura, cristalina,
não sacia mais a sede
desta terra nordestina!

Esse rio que era tão cheio
de tilápia e de pial,
por que está assim deserto?
Nos responda o homem mal!...




QUANTO VALE A AREIA DO RIO?

Quanto vale a areia do rio
que a natureza juntou?
anos e anos, a fio,
tesouro que ela guardou.

Quanto vale a areia do rio
onde o vento deita e rola?
Quanto vale a areia do campo
onde eu brincava de bola?

Quanto vale, queremos saber,
a areia do Rio Paraíba?
que estão, todo dia, a vender,
agredindo o leito, a vida!

Quanto vale a areia do rio?
Entregue em troca de nada?
Ou vendida a preço d'ouro,
tesouro da terra amada!

Por homens gananciosos
que fazem negociata.
Quanto vale a areia do rio,
do rio que se fere e mata?!



QUEM ESCUTA A VOZ DO RIO?

Quem escuta a voz do rio
Sussurrando atrás do morro?
Quem escuta a voz do rio
Nos clamando por socorro?

Quem escuta a voz do rio
E dele se compadece?
Pois o rio está clamando
por socorro, pois perece!

Quem escuta a voz do rio?
Quem escuta a sua voz?
Não ouves a voz do rio
Clamando por todos nós?...

Quem escuta a voz cansada
Das águas tão poluídas?
Quem escuta a voz do rio
Lutando para ter vida?...

Quem escuta a voz do rio?
Quem escuta a voz do leito?
Pois quem deixa a voz das águas
Adentrar para o seu peito?...


Atentai pro seu clamor,
Criança, jovem, adulto!
Não deixem o rio morrer...
A terra ficar de luto!




RIO PARAÍBA DO NORTE

Paraíba do Norte, oh rio Paraíba!
Quem te prendeu na barragem Acauã?
Cadê tuas águas? O teu grande afã?...
Quem foi que te fez franzino na vida?

Quem foi que arrancou tuas plantas das margens?
Quem foi que enfiou essa draga em teu peito?
Quem te carregou toda areia do leito,
Deixando-te assim, quase uma miragem?...

Rio Paraíba do Norte e da morte
Outrora tão cheio, tão bravo, tão forte!
Hoje tão frágil diante de mim...

Onde eu menino, banhei-me em tua água,
Pesquei camarão, piaba e tilápia...
Hoje tão seco... Será o teu fim?!...  


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LIBERDADE ENCARCERADA

 
Os dragões mecânicos
não param de cavar,
vão cavando noite e dia
na ribeira do Pilar,
vão deixando o Paraíba
num desarranjo sem par,
quase sem leito e sem vida
pro areeiro enricar!

Contra esta ação homicida
a justiça onde é que está?
Pra que valem tantas leis
se o dinheiro pode comprar
licenças e mais licenças,
o direito do Alvará
que encarcera a liberdade
do Paraíba passar!...

O Paraíba de outrora
que assombrava Pilar,
que causava tanto medo
ao menino Lins do Rego
aquele rio onde é que está?
Que invadia o Corredor,
que passava em São Miguel
causando tanto temor,
agora está dominado,
humilhado, maltratado,
quase morto, sim senhor!

Rio preso, encarcerado,
por ganância de dinheiro,
quando serás libertado
do poder dos areeiros?
Ribeirinhos, defendei,

trazei de volta ao Pilar
aquele rio caudaloso,
que seguia, majestoso,
livrimente para o mar!


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O HOMEM NÃO É UM BICHO

O homem não é um bicho,
mas se torna um bicho-homem;
quando ele polui o rio
das águas que ele consome!

O homem não é um bicho,
mas perde todo renome;
quando ele polui as águas
dos peixes que a gente come!



O homem não é um bicho,
mas esse nome faz jus;
quando ele joga no rio
o lixo que ele produz!

O homem não é um bicho,
mas se torna um lobisomem;
quando agride a natureza,
não tem outro cognome!




O DONO DO RIO

O Dono do Rio
expulsou o gado,
as lavadeiras de roupas,
os plantadores de batatas,
os jogadores de bola
e dominou o rio,
prendeu suas águas,
deixou só um fio.

O Dono do Rio
montou um areieiro
e hoje vende a areia
por muito dinheiro.
É caçamba saindo,
é caçamba chegando,
e o Dono do Rio
muito mais enricando!

O dono do Rio
construiu mansão,
comprou fazendas,
comprou muito gado,
mas o rio — coitado!
Só foi afundando,
a cada dia sumindo,
a cada dia minguando!

O Dono do Rio
com seus dragões mecânicos,
com sua ganância infinda,
quando menos esperar
ele vai descobrir
que a areia acabou,
que tudo findou,
que a natureza vingou.

O Dono do Rio
um dia verá
que nada é para sempre,
que não é dono de nada!
Que a justiça da terra
pode até ser comprada,
mas a justiça divina
ela vem e não falha!

E-mail: antoniodacostta@gmail.com

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Poemas recitados em defesa do Rio Paraíba:







Para fazer download do áudio destes poemas, em mp3, acesse: http://www.suamusica.com.br/ANTONIO_COSTTA/quem-escuta-a-voz-do-rio

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Devemos valorizar nossos artistas enquanto estão vivos

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