sábado, 14 de julho de 2012

SIMPLESMENTE RONALDO



          Ronaldo ou poeta, assim era chamado por familiares, amigos e populares. Nem os seus secretários domésticos o chamavam doutor Ronaldo. Magnânimo, não avocava distinção, fosse como prefeito, governador ou senador. A ele bastava o nome de batismo ou o título de poeta. Homem especial, esteve além de meras denominações honoríficas, permanentes ou transitórias, geralmente imprescindíveis ao homem comum.
          Carismático, intelectual e boêmio, foi poeta por talento e político por vocação. Amante da poesia, cultuou Augusto dos Anjos com humildade, sem se vangloriar do seu saber. Os brasileiros o viram insuperável no conhecimento e na memorização de toda a obra do notável  poeta paraibano.
          Sábio, relevava a ausência das nobres virtudes. Leal e grato, convivia com naturalidade, mesmo com aqueles que lhe fossem ingratos e desleais. Afetuoso e terno, soube pedir perdão e perdoar. Por isso, amou, foi amado e permanece em cândido sonho. Assim, poeta, o devaneio nos acode na saudade! 
Astenio Fernandes
Médico oftalmologista
Membro da Academia Paraibana de Letras

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