domingo, 28 de junho de 2009

MINHA PILAR, PARABÉNS!

Minha jóia, meu diamante,
A terra que a todo instante
Recordo na minha vida;
Em ti projeto a lembrança
Do meu tempo de criança
Na Chã de Areia querida!

Minha terra tão pequena
Quem dera neste poema
O meu amor expressar;
Num verso puro e sereno,
No meu cantar tão pequeno,
Quero pra sempre te amar!

Quem dera viver contigo
Nas asas do teu abrigo
Sem temer qual seja a sorte;
Muito mais feliz seria
Vivendo aqui todo dia,
Até chegar minha morte!

Que Deus te abençoe, minha terra,
Que reine a paz não a guerra
Neste pedaço de chão;
Que não apenas te enganem,
Mas que as pessoas te amem
De todo seu coração!

Que a Paraíba não pare,
Que o governo declare
Fazer-te bem mais notória;
Sem nenhum demagogismo
Desenvolver o turismo,
Porque Pilar é história!

Por José Lins que é da gente,
Manoel Xudú no repente,
Zé Auguto na poesia;
Minha Pilar tão formosa,
Eu te ofereço esta rosa...
Meus parabéns neste dia!

Pela bravura do povo,
Pelo sonhar com um novo
Tempo, melhor do que tens;
Pra o velho, o jovem e a criança,
Por não perder a esperança,
Minha Pilar... Parabéns!!!

(ANTONIO COSTTA)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

CHIBATA PRETA


Quem é que não se lembra
De uma negra, CHIBATA,
Que morava na Estação
E cozinhava em uma lata?

Eu vinha de Chã de Areia,
Por Figueiredo passava,
E chegando na Estação
Chibata Preta encontrava!

Conhecida por Chibata,
Chibata, Chibata Preta;
A pobrezinha, coitada,
Não tinha estudo nem letra!

Era uma pobre indigente
Que morava bem ao léu;
Tinha por cama o chão
E por cobertor, o céu!

Era um amontoado de lixo
Na margem daquela rua;
Era a “casa” da Chibata
Iluminada pela lua...

E por que “Chibata Preta”,
Também queres entender?
Não era porque tinha uma chibata
Para se mesma defender...

Era porque a pobrezinha,
Que cozinhava em uma lata,
Era magra e pretinha
Parecendo uma chibata!...

Era a Chibata Preta
Conhecida no Pilar

E também da região
Que vinha nos visitar.


Era o terror das crianças

Aquela negra Chibata,
Que morava na Estação
E cozinhava em uma lata!...

Mas um dia a pobrezinha
Partiu da nossa cidade;
Pois passava frio e fome,
Tamanha necessidade!

E Pilar ainda se lembra,
E alguns sentem saudade
Daquela mulher pretinha...
Que partiu pra eternidade!















(Tela: "Meus Verdes Anos"
em alusão a infância do
escritor José Lins do Rego
Autor: Antonio Costta
Ano: 2000)

 

(Parodiando Drummond)

E agora José?
Cadê teu sorriso?
Cadê o teu jeito
De grande menino
Querendo brincar?

E agora José?
Cadê teu avô
Que não vem te buscar?
Cadê tuas tias
Do velho Pilar?

E agora José?
Sem Zefa Cajá,
Sem a velha Totônha
A noite é medonha;
Quem irá te alegrar?

O tempo passou,
O menino cresceu,
E ninguém percebeu
Que o mundo é engano
E que o passado ficou
Em completo abandono!

E agora José?
Cadê Papa-Rabo?
Cadê o moleque,
O menino Ricardo,
Que foi pra Recife
Pra nunca mais voltar!

E agora José?
Cadê teu engenho?
Cadê teu avô?
Teu palco de amor,
Cadê, onde está?
Quem destruiu
O Engenho Corredor?

"E agora José,
José para onde?"
A noite está alta
E sentimos tão forte
A tua falta.

E agora José,
Aonde te escondes?
Nas páginas de um livro
Que gosto de ler
Sinto-me feliz;
Pois lá encontramos
Mais vivo que nunca!
O nosso ZÉ LINS.

(ANTONIO COSTTA)

HINO OFICIAL DE PILAR - cantado por Jordânia Borges

HINO OFICIAL DE PILAR- cantado por José Cosmo de Souza

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