sábado, 4 de junho de 2011

ALGUNS COMENTÁRIOS NO BRASIL E NO EXTERIOR SOBRE A POESIA DO POETA PILARENSE ANTONIO COSTTA



Sendo Deus onipresente, bem o é na coletânea poética de Antonio Costta. Esta onipresença, quando não explícita, esconde-se entre os versos de cada um dos seus poemas. o autor pilarense ora, na poesia, com o louvor dos salmos e a graça do cântico dos cânticos. 

DAMIÃO RAMOS CAVALCANTI
(Da Academia Paraibana de Letras)
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Ler o poeta Antonio Costta é como ver do alto, do mais alto onde janela exista, as cenas do cotidiano. Não o dia-a-dia das visões invariantes dos olhos que a terra há de comer; mas os vislumbres da vida vistos com os sentidos da alma, com a religiosidade dos puros de coração ou até mesmo com a acerbidade dos que crêem na justiça e por ela clama através da verberante voz dos versos.

ODIR MILANEZ DA CUNHA
(Poeta - João Pessoa/PB)
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Gostei muito da musicalidade, do ritmo dos seus poemas, e também da diversidade dos temas, da maneira como você, desenvoltamente, incursiona nos meandros da condição humana. É, quase sempre, uma poesia social sem apelar para o panfletarismo, para o meramente tribunício.

SÉRGIO DE CASTRO PINTO
(Da Academia Paraibana de Letras)
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“Há poemas que deveriam ser espalhados por meio de
outdoors, muros e estabelecimentos públicos para que fossem lidos
e ficassem gravados na retina dos que, como eu, tem o privilégio de lê-los e absorve-los... Verde Que Te Quero Verde, de Antonio Costta, é um deles!”

PETRONEO PAES FRANÇA
(Poeta e escritor - São Paulo/SP)
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Nobre poeta, obrigado por nos banhar de beleza, por espargir em nós o enlevo dessa chuva... que vem do alto... que vem do eterno... que chove fecundando o nosso espírito... que afaga a nossa sensibilidade com pingos abundantes de estesia... que é Poesia!

RUBENIO MARCELO
(Da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras)
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Há um fazer poético abrangente em seu olhar sensível retratando o humano, o lírico, o contemplativo, trazendo à superfície a proximidade das essências de vidas na Arte da poesia.
É Poesia para o descanso do espírito e o mundo agradece!
Certamente, a Paraíba conta com mais um talento poético nascido em Pilar, terra de José Lins do Rego, chão de expressivos nomes da nossa cultura, que privilegiad
a, orgulhosa dos feitos de seus filhos, mostra ao mundo que em seu celeiro está o Poeta Antonio Costta, também fazendo história na literatura brasileira.

VILMA ORZARI PIVA
(Poetisa, escritora e educadora - Araras/SP)
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Fazes uma poesia clara, autêntica, sempre eivada de muitas emo ções. Seja na linha espiritual-religiosa, seja no viés laico, é sempre a beleza que fala mais alto que a materialicidade dos versos, pois que há como um transbordamento de inspiração a cada estrofe, uma realização plena daquilo que chamamos de “enlevo” em teus poemas.
O teu acervo poético é parte de uma restrita e privilegiada parcela da
contemporânea produção literária, destinada a ser aclamada como patrimônio imate
rial da cultura em língua portuguesa.


Jorge Montenegro
(Brasília-DF)
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Passear sob a “Chuva de Poesias” do poeta Antonio Costta é deixar-se banhar na naturalidade de versos feitos de bons momentos e bons sentimentos. É molhar o coração em palavras sinceras e deixar-se levar por gotas feitas de uma inspiração simples a refletir de forma profunda as pinturas de um dia a dia com o qual todos podem se identificar.
Em sua poesia percorre-se o âmago do cotidiano, traduzido com beleza através de versos que transpiram doçura, gentileza e bondade. Em sua obra encontra-se um Mundo construído sobre alicerces firmes, pautado em princípios fundamentais de amor, respeito e fé.

GILCA PALMA
(Mestra em Ciências pela USP e diretora de P&D da Climatempo)
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Antonio cresceu e se entendeu de gente em comunhão profunda com a paisagem a seu redor, em meio às gentes do povo, na dura faina da roça, na escola da vel
ha palmatória, nas festas religiosas, nas procissões e nas cheias do rio Par
aíba do Norte que banha a sua Pilar natal – vivendo o mesmo mundo que marcou a vida e a obra do grande José Lins do Rego, seu conterrâneo.
Foi esse repositório de sensações e lembranças que tem virado matéria prima para a produção lírica de Antonio Costta, agora acrescida da temática de fu
ndo religioso, depois de sua conversão ao evangelho, como atestam os poemas de Poesia Cristã ( 2008).


VLADIMIR CARVALHO

(Cineasta e Documentarista)
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CHOVENDO POESIAS



Leio as lembranças leves de um menino
na Chã de Areia em busca do mel bruto.
Um menino que traz como atributo
a fé na formação de seu destino.

Cantos e preces de um poeta escuto,
como se fossem rezas ao Divino.
Vate que versa, em verso celestino,
o amor eternal e absoluto!

Acompanho o poeta na proposta
do puro da paixão que dele emana
- para cada pergunta uma resposta.

Dos laços de família eis o nirvana!
Eis o poeta puro, Antonio Costta!
Chove poesias sobre Itabaiana!

RONALDO CUNHA LIMA
(Da Academia Paraibana de Letras)

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EXCELSA POESIA

Nosso Antonio Costta traz
Na coletânea poética,
Uma depurada estética
De sonetos colossais.
São sentenças geniais
Que sua verve produz,
A musa que lhe conduz
Dormita em seu aconchego:
Da terra de Lins do Rego
Ao berço de Zé da Luz.

Busca pela transcendência,
Onde seu gênio se expande,
Arquiteta pelo Grande...
Executa na prudência;
Nos halos da inteligência
A sua musa irradia,
Tal qual uma sinfonia
Tendo a luz por diadema:
Eu vi em cada poema
De sua excelsa poesia.

Seu estro borbulha imerso
Em arte, sons e encantos;
Sente Deus nos quatro cantos
Das paragens do universo.
Ornamenta cada verso
Com essência, brilho e voz,
Com fulgência de mil sóis...
O Parnaso se ilumina
Com sua arte divina
Relíquia de todos nós.


OLIVEIRA DE PANELAS
(Poeta e Repentista – João Pessoa/PB)
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Nosso Costta tem essa qualidade
De ser firme na fé e bom poeta,
Um exemplo de artista e asceta
Traduzindo o idioma da bondade.

FÁBIO MOZART
(Poeta e Jornalista)
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“Na poesia, como na prosa, ler-te é viajar na tua mente, é conhecer
Pilar e a sua gente… que beleza, Santo Deus!
Esta tua antologia poética ultrapassará todos os limites, pelo
merecimento que tem, pelos ensinamentos que nos dá, pelo amor que
transporta… Deus abençoe essas mãos que vão juntando em palavras os
belíssimos poemas que encantam a tua vida e conosco partilhas!”

MARIA PETRONILHO
(Poetisa - Lisboa, Portugal)
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“Ao ler Antonio, a simplicidade do complicado é notável. A situaçãoquotidiana de não olhar ao que de melhor está ao nosso lado – de nãonotar a beleza de uma natureza que nos emoldura cada dia – desaparececom a poesia de Antonio. Nos seus versos, agarra e dá brilho a tudoisto: a chuva desta poesia, que limpa, que embeleza, que lava a alma.O ler envolve, e um bom escritor, poeta ou não, envolve quem o lê nassuas palavras.”

RICARDO BARRAS
(Poeta - Lisboa, Portugal)
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“Estimado poeta, quedo encantado con su lectura. La mente, como en un
sueño hace icursiones retrospectivas para llevarte a lo másprofundamente lírico de la infancia.Felicidades , por tan bellos, sencillos y estupendos versos en la feque muchos envidiarían si supiesen el valor que tiene... Sentir yhablar con ese halo celestial.Un cordial abrazo.”

RAFAEL ZAMBRANO
(Escritor - Espanha)

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“Antonio, escribes como todo un pàjaro poeta que ha encontrado de todoen su vuelo a todo el mundo. Ahì queda la constancia de tu vuelosentimental como el del pàjaro poeta, real, tierno, sencillo, sinningún rebuscamiento, a quien podemos acompañar fácilmente en sussentimientos, por la claridad con que escribes. 
Admirable en su sencillès y enorme fè que contagia.
Antonio Costta, es un Señor Poeta.”

ALMA VELÁZQUEZ DE LA MOURA
(Poetisa – Chihuahua, México)
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“Antonio, sinceras tus palabras, seguro que en el cielo
su ecollegará. La sinceridad es desde luego cuanto vale y más se aprecia sicuando se compone se logra la belleza del arte. Se nota en tus versoscomo escribes al detalle cuanto ese sentimiento más primario a tusojos salta a la vista. Siempre honesto eliges con tus palabras,comunicar sencillamente aquello que a la gente más conmueve.Un placer saludarte.”

LUÍS PÉREZ
 (Escritor – Espanha)
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“No deja de resultar sorprendente en estos tiempos en que casi todas
las esferas del pensamiento parecen moverse en torno al relativismomás feroz aparezcan hombres de letras que desde el campo de la Poesíase expresen desde convicciones profundas.Hombre de principios inquebrantables, Antonio Costta es un ejemploclaro de poeta entregado a su causa.Su obra pivota en torno a una visión humanista del mundo que le hatocado vivir y al que sirve con una sensibildad fuera de toda duda.Ejerce una poesia limpia y descontaminada, una poesía destinada allegar al corazón del ser humano mediante instrumentos líricos, enocasiones, muy próximos al misticismo clásico.Una poesía, en fin, que no puede dejar a nadie indiferente puesalcanza la fibra sensible del lector más imperturbable.”

VICENTE FERNANDEZ-CORTÉS
(Escritor – San Roque, Espanha)
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“CHUVA DE POESIAS”

Un libro de ANTONIO COSTTA

Debo comenzar, amigo ANTONIO COSTTA, negando tu afirmación de que eres un poeta aprendiz. Si ello fuera así, aprendices seríamos todos los que llevamos años entregados a este apasionante mundo de la poesía.
A pesar de mis dificultades con el idioma he leído con mucha fluidez “CHUVA DE POESIAS”, un libro que no puede dejar a nadie indiferente, con un verbo sublime y una cuidadísima música en las palabras.
Es una poesía auténticamente transparente que bebe en el acerbo de los mejores poetas contemporáneos, cuya influencia se deja ver con que refieres a asuntos transcendentes.
Es una poesía de luz y de compromiso con los pies en la tierra y la mirada en el cielo. Porque:

O amor é eterno
E efêmero é o ser!

Mantengo que la poesía no tendría sentido si el mundo fuera perfecto, que no habría poesía si el hombre no fuera un baúl de contradicciones. La poesía, el buen poeta como es caso debe abrir las heridas de las preguntas, hacer de su devenir una constante interrogación.
Te animo, amigo Antonio, a seguir en esta línea. Tiene un sitio en la poesía de habla portuguesa y sobre todo en el corazón de tus amigos, entre los que me cuento.
Un abrazo.

VICENTE MARTIN
(Poeta, escritor, professor na Universidade de Madrid, e diretor do fórum poético-literário em língua espanhola, o www.poesiapura.com).
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NA “CHUVA DE POESIAS”

Antonio
A poesia aqui corre calmamente como se corresse pela estrada afora...
Sente-se que corre para ser lida e ser apreciada, mesmo com chuva, com gotas grossas ou finas, e sentimos a sensação de Paz e de tranquilidade...
Que bom ter a oportunidade de ter entre os amigos um poeta tão puro.
Poesia é um estado de alma, é escrever o que sentimos e sem querer vemos que a poesia é simplesmente saber Amar e sentir que Deus também caminha por aqui.
Eu sei que a estrada é longa, mas sei que vais continuar a caminhar e a preparar novos caminhos com letras, muitas letras que vais misturando com Arte e que depressa surge... MAGIA.
Eu estarei aqui para te continuar a ler.
Um abraço fraterno.

LILI LARANJO
(Poetisa - Aveiro, Portugal)
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Mi querido Antonio, leer con calma tu obra y me ha gustado mucho, por la habilidad que tienes para sacar palabras que adornen tus pensamientos, con una sencillez encomiable y más que nada por ese acendrado amor a tu tierra y ese convencimiento en la palabra de Jesús, con el que coincido plenamente.
Ni que decir tiene que valoro en su justa medida la valentía que muestras destacando a Dios en un buen porcentaje de tus versos, cosa insólita en estos tiempos, donde la moda está en las antípodas, por mor de una progresía bien lejana al progreso.
Te deseo de todo corazón que el alumbramiento de tu libro sea todo un éxito y ojalá que este deseo coincida con la realidad.
Hice para la ocasión una décima en endecasílabos, la cual te adjunto, así como este fuerte abrazo.
Que Dios te bendiga, amigo mío.

Te puedo asegurar, Antonio Costta,que he sentido tan íntimo placercon la obra que acabo de leer,que quien haga lo mismo, se arregostay volverá a leerla más que aposta,por ser un fiel dechado de enseñanza,de bien hacer, belleza y esperanza,que deja en buen lugar la poesíay saca a relucir la valentíade un hombre, por tener buena crianza.

CRISTINO VIDAL BENAVENTE
(Poeta – Toledo, Espanha)
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“Grandioso y mistica tu poesia cuando sale del corazon habla y dibujala pureza del alma”.

YRAIMA ROSALIA PAEZ
(Valencia – Venezuela)
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¿Qué importa las tormentas 
De nuestra vida cotidiana? 
Dicen que el amor no existe? 
-Yo sueño con mi amor.

(ANTONIO COSTTA).

Existe toda una gran poesía mural que se interna en el océano del"sueño", el cual afecta de una manera increíble, toda la historia delhombre con su entorno cultural. Creo que es un verdadero pasillo entredos conciencias donde habita la parte más rica, creativa y "verdadera"del ser humano.Mi apoyo y un fuerte abrazo, amigo.

OSMANI LLOMBART
(Poeta cubano, residente em Miami)
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Antonio, tem sido uma satisfação para mim, descobrir a sua preciosa poesia tão bem elaborada, expressando a beleza de seus sentimentos.
Com muito carinho.

ANN LOUISE GORDON
 - Poetisa -
(Los Ángeles - Estados Unidos)
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Antonio
La poesía como antorcha encendida
se ilumina de una forma muy sentida
en tu bella inspiración.

Es un placer acompañarte,
Un abrazo.
Dios te bendiga.

Esther Gladys Noriega
(Argentina)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cineasta Vladimir Carvalho visita Pilar acompanhado de Maria Cristina, filha de José Lins do Rego


Foi na manhã do dia 1º de junho de 2011 que o ilustre cineasta e documentarista Vladimir Carvalho visitou Pilar, na companhia de uma das três filhas de José Lins do Rego, Maria Cristina Lins do Rego Veras, que reside no Rio de Janeiro e também é escritora.

Vladimir fez uma palestra na Fundação Menino de Engenho, alusiva às comemorações do aniversário de nascimento do escritor pilarense José Lins do Rego, que completaria 110 anos, se vivo estivesse. Prestigiaram o evento o poeta pilarense (e agora filho adotivo de Itabaiana ) Antonio Costta, que declamou poesias homenageando a memória de Zé Lins e a sua terra natal. Acompanhado pelo poeta itabaianense Orlando Otávio que homenageou Vladimir Carvalho com a declamação do acróstico ITABAIANA, de sua autoria. Abrilhantaram também o encontro vários professores e diretores de escolas do município acompanhados do secretário de educação de Pilar, Linaldo de Sousa Guerra. Joaquim Soares, proprietário do Engenho corredor, onde nasceu Zé Lins, também se fez presente.

Após a palestra Vladimir Carvalho entregou um DVD original do filme O engenho de Zé Lins, à diretora da Fundação Menino de Engenho, Eurídice Sinões, e presenteou a Biblioteca 03 de Junho (data do nascimento de Zé Lins) com vários livros literários. O cineasta ainda destinou, aos cuidados dos poetas Antonio Costta (Secretário Adjunto da Cultura de Itabaiana) e do poeta e compositor Orlando Otávio, que prestigiaram o evento, uma boa quantidade de livros para serem doados a Biblioteca Arnaud Costa, do Ponto de cultura Cantiga de Ninar de Itabaiana.


Às 12 horas a comitiva seguiu para uma visita a casa grande do Engenho Corredor (onde nasceu Zé Lins) que está em fase de restauração e meia hora depois retornaram para a capital do Estado.

HOMENAGEM A ZÉ LINS


E AGORA JOSÉ?

(Quase paródia)


E agora José?
Cadê teu sorriso?

Cadê o teu jeito

De grande menino

Querendo brincar?


E agora José?
Cadê teu avô

Que não vem te buscar?

Cadê tuas tias
Do velho Pilar?


E agora José?
Sem Zefa Cajá,

Sem a velha Totônha

A noite é medonha;

Quem irá te alegrar?


O tempo passou,

O menino cresceu,

E ninguém percebeu
Que o mundo é engano

E que o passado ficou
Em completo abandono!


E agora José?

Cadê Papa-Rabo?

Cadê o moleque,
O menino Ricardo,

Que foi pra Recife
Pra homem feito voltar!

E agora José?

Cadê teu engenho?

Cadê teu avô?

Teu palco de amor,

Cadê, onde está?

Quem destruiu

O Engenho Corredor?


“E agora José,
José para onde?”

A noite está alta

E sentimos tão forte

A tua falta.


E agora José,

Aonde te escondes?
Nas páginas de um livro

Que gosto de ler

Sinto-me feliz;
Pois lá encontramos
Mais vivo que nunca!
O nosso ZÉ LINS.


(ANTONIO COSTTA)

sábado, 30 de abril de 2011

DA TERRA DE JOSÉ LINS


(AUTOCRÍTICA)

Da terra de José Lins
O que pode vir de lá
Mais do que doze romances?
- um bardo a me machucar.

Com versos que ninguém sabe
Aonde foi arrumar;
Que às vezes rima tão sério,
Às vezes não quer rimar!

Que às vezes até parece
Criança que nunca cresce
E só leva a vida a brincar.

Brincando com as palavras,
Tirando as penas das asas
Do pássaro que vai voar!
ANTONIO COSTTA

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O POETA DA FÉ

Foi numa segunda-feira, 24 de abril de 1972, no Pilar de Zé Lins do Rego, que nasceu um menino... Antonio Costta, o “Juntador de Palavras”, o “Poeta da Fé”, filho do agricultor Severino Honorato da Silva e da dona de casa Maria José da Costa Silva, residentes no Sítio Chã de Areia, onde o poeta viveu toda sua infância e parte de sua juventude.

Desde cedo a sua vocação pela arte era visível nos traços de seus desenhos. Mas foi a poesia a sua grande paixão. Aos 16 anos começou a publicar seus primeiros poemas em jornais escolares e em periódicos locais, como A FOLHA de Itabaiana. Hoje a sua poesia é analisada por vários escritores do Brasil e do exterior, a exemplo do poeta Damião Cavalcanti, da Academia Paraibana de letras, e do escritor espanhol Vicente Martim, professor da Universidade de Madrid e diretor do Fórum Poesia Pura.

Antonio Costta é o autor da letra do Hino Oficial de Pilar e de quatro livros de poemas: Um Juntador de palavra (2003); Poesia Nordestina (2004); Coletânea Poética (2009) e Chuva de Poesias (2011).

Um divisor de águas em sua produção literária, que veio a influenciar fortemente sua poesia, foi sua conversão ao Evangelho, em 1993, na Igreja Evangélica Cristã de Pilar. Atualmente Antonio é membro da Assembléia de Deus (Missão) em Itabaiana-PB.

É casado com a itabaianense Ivoneide Altino Costa e pai de três filhos: Alana Dias da Costa, Letícia Pilar Altino Costa e Antonio da Costa Silva Júnior.

Fixou residência em Itabaiana desde janeiro de 2001, onde mantém uma escola de informática (a Soft World Informática) e também exerce o cargo de Secretário Adjunto da Cultura do Município.

O “Poeta da Fé e da Fértil Beleza”, como o denominou o acadêmico Rubenio Marcelo, continua sua trajetória: ajuntando palavras recheadas de sentimentos e publicando livros que nos fazem pensar no verdadeiro significado da vida, na soberania de Deus, e nas limitações do ser humano.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PILAR E ITABAIANA RECEBERAM VISITA DE ESCRITORES PARAIBANOS E DO MATO GROSSO DO SUL



(NA FOTO: ROBERTO LUCENA, TEREZA QUEIROGA, RUBENIO MARCELO,
FERNANDO CUNHA LIMA, ANTONIO COSTTA E ZORA LIRA )

Os municípios de Pilar e Itabaiana receberam uma comitiva de poetas e escritores das Academias de Letras do Mato Grosso do Sul e da Paraíba, que visitaram essas cidades, a fim de fortalecer o intercâmbio literocultural entre os dois Estados.









VISITA A ITABAIANA E PILAR


Ao Sivuca eu fui cantar um hino,
Voltar e recantar isto prometo.
Visitei Zé da Luz e o coreto,
Como também o Jesier Quirino.

Fui até o engenho do menino,
Aonde escrevi o meu soneto,
Senti a vida dum povo discreto,
E na Igreja o soar do sino.

No Pilar aplaudi o seu Zé Lins,
Com homens da cultura e afins.
Sob o comando do poeta Costta.

Somente não tomei banho de rio,
Pois estava no tempo do estio;
Depois eu almocei, pois quem não gosta!!!


Fernando Cunha Lima,
agradecendo Ao povo de Itabaiana e Pilar.



 
"OH QUE SAUDADE QUE TENHO
DA AURORA DA MINHA VIDA!"

(Parodiando Casimiro de Abreu)


Tô revendo a minha terra,
A minha Pilar querida,
Mas cadê o paraíso
À margem do Paraíba,
Aonde vivi criança
E que guardei na lembrança
Por todos os dias da vida?...

Por que mudou tanto assim?
A velha ponte arrancada
Pela força de uma enchente;
Como ficou diferente!
A ponte nova tão alta...
Eu sinto mesmo é a falta
Da ponte velha da gente!

Oh como a vida mudou,
A natureza também;
Nos trilhos da nossa infância
Já não passa o mesmo trem.
Já não são as mesmas águas
Que correm no Paraíba...
Oh que saudade que tenho
Da aurora da minha vida!

A Serventia cresceu,
Cresceu a Estrada Nova;
Eu sei que o povo reprova
A tal da preservação;
Abraça a evolução...
Mas como estranha é a vista
Do barro que virou pista
E da mata que é sertão!

Oh que saudade tamanha
Invade meu coração;
De ver Seu Silvo Batista
Na venda da Estação,
Com seu refresco gelado
Que se tomava suado
Sem temer constipação!

Oh que saudade que tenho
Da aurora da minha vida!
Do meu pai na agricultura
Plantando inhame e maniva;
Da invernada chegando
E dos açudes sagrando...
E o povo gritando: viva!

Oh que saudade que eu tenho
De acordar de cinco e meia
E ouvir Seu Julho tocando
Rabeca em Chã de Areia;
Ou brincando, com carinho,
Com seu cavalo-marinho
Em noite de lua cheia!

Oh que saudade que eu tenho
Da minha infância querida;
De ver irmã Solidade
Fazer gostosa comida;
Bolo, canjica e pamonha...
Oh que saudade tamanha
Da aurora da minha vida!

ANTONIO COSTTA

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O SABOR DA MINHA TERRA


















Gosto de caldo de cana madura,
Gosto também de beiju de farinha;
Quem nunca comeu uma rapadura 
Não sabe o sabor da minha terrinha!

Gosto de comer lambú e rolinha, 
Inhame, batata, fava, macaxeira;
Quem nunca comeu buchada na feira, 
Não sabe o sabor da minha terrinha.

Uma feijoada -me deixa louco! 
Quem nunca comeu traíra de coco,
Mocotó de boi, pirão de galinha...

Não sabe o sabor, não sabe o segredo, 
Da terra natal de Zé Lins do Rego...
-O grande sabor da minha terrinha!

(ANTONIO COSTTA)


quarta-feira, 28 de julho de 2010

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS



Minha terra tem palmeiras
Mas não canta o sabiá
Foram contrabandeadas
As aves que tinham lá.

Admiro a minha terra,
A beleza do lugar;
Minha terra tem palmeiras
Mas não canta o sabiá.

Minha terra tem palmeiras
Bem poucas, é bom falar,
Foram muitas arrancadas
Pro pregresso se instalar.

Progresso?... Meu Deus do céu!
Que progresso tem Pilar?
Se cortaram as palmeiras...
Se não canta o sabiá!

(ANTONIO COSTTA)

 


O POETA JOSÉ AUGUSTO DE BRITO
 


O grande poeta, cronista e historiador pilarense JOSÉ AUGUSTO DE BRITO, membro da Academia Paraibana de Poesia, falecido neste ano de 2010, publicou sete obras literárias de riquíssimo valor: VIDAS PARARELAS, CANÇÕES DO ENTARDECER, SEM ÁGUA SEM RIO SEM VERDE, PILAR, MEMÓRIAS DE UM APRENDIZ DE NADA, PILAR É HISTÓRIA e PINGOLENÇO UM TRIBUTO À ARTE, que precisam serem lidas e divulgadas não só nos meios acadêmicos, mas principalmente nas escolas, entre os estudantes da terra de José Lins do Rego, para que todos tomem conhecimento de nossos valores culturais e venham a sentir-se motivados, o que é primordial para a recuperação de sua auto-estima.

UM SONETO DE JOSÉ AUGUSTO DE BRITO:
ALMA PILARENSE
Naquele sábado de poesia,
O violão desfila em serenata,
Com Zé de Heleno até o fim do dia,
Nos dedos e na voz uma cascata.
É o Pilar palpitando em melodia,
É o coração de Diu que desata,
É a família reunida na alegria,
Relembrando a distância que maltrata.
É a comunhão de todo o pilarense
No grande altar do amor e da saudade,
Extravasada na voz e no violão.
É a força do Pilar que ninguém vence,
É o entrelaçamento da amizade
A cantar na tua alma, meu irmão.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

COMETÁRIO DO POETA RUBENIO MARCELO


O naturalista e escritor francês Buffon disse, em um de seus escritos, que “Le style c’est l’homme”. Já Goethe escreveu: “Quereis ter um estilo claro? Fazei que a clareza ilumine vosso espírito; se o quereis elevado, procurai possuir nobreza de caráter!”. Grande Antonio Costta, uma honra (pra mim) é figurar na sua obra poética, que é límpida e altiva, inspirada em nobres e claras transcendências.

Esta dosagem epifânica na obra de um autor realmente baliza um diferencial especialíssimo e nos conduz naturalmente ao desvelo transcendental da beleza altiva e genuína. Timbra também a serenidade que move o olhar do homem e do poeta.

Antonio Costta, que assim seja! Que Jesus, esteja sempre presente nas sendas do nosso cotidiano. Pois somente Ele, aquele que assinou com Seu sacratíssimo sangue uma nova Aliança, é o perpétuo borbulhar de purificação e o infinito Espírito da beleza, da perfeição, da confiança, do amor, da paz... Vera-efígie de sabedoria, de doçura, de sobriedade, de discernimento e de libertação... Somente Ele é a Redenção do mundo! - ('Agnus Dei qui tolli peccata mundi'). Aquele que, com um inefável sopro de verdade e justiça, varrerá as impenitências humanas. "Aquele que É, que Era e que há de Vir!

Nobre poeta, obrigado por nos banhar de beleza, por espargir em nós o enlevo dessa chuva... que vem do alto... que vem do eterno... que chove fecundando o nosso espírito... que afaga a nossa sensibilidade com pingos abundantes de estesia... que é Poesia!


Abraços,

RUBENIO MARCELO

(Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras)

HINO OFICIAL DE PILAR - cantado por Jordânia Borges

HINO OFICIAL DE PILAR- cantado por José Cosmo de Souza

Pilar(PB) Terra de Zé Lins

 
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