O poeta Antonio Costta publicou no Clube de Autores seu novo livro VISITA DE D. PEDRO À PILAR-PB E OUTROS POEMAS PILARENSES. O livro, baseado em fatos reais, faz um resgate de uma parte singular da história e da cultura
paraibana. Em versos de cordel, Antonio Costta narra a visita de D.
Pedro II à Capital da Província e à Vila do Pilar, que era, na época, um
importantíssimo centro econômico/açucareiro da província paraibana,
pois detinha o total de quarenta engenhos de cana de açúcar espalhados
por seu território.
O livro já está disponível para venda neste link:
https://clubedeautores.com.br/livro/visita-de-d-pedro-ii-a-pilar-pb-e-outros-poemas-pilarenses
HISTÓRICO DA VISITA DE D. PEDRO II À PARAÍBA
"Com o objetivo de melhor conhecer as províncias do vasto
império brasileiro, demarcar a presença do governo no lugares mais
remotos ao norte da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (Capital
do Império), fortalecer a monarquia e preservar a unidade nacional que
resultou no Brasil de hoje, o imperador Dom Pedro II passou quatro meses
viajando pelo País no ano de 1859.
Parahyba, Capital da Parahyba do Norte, sábado, 24 de
dezembro de 1859, 16h30. O Vapor APA, navio da Marinha do Brasil,
atracou no Porto do Capim, no rio Sanhauá. A bordo, estavam o imperador
Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina, o médico Motta Maia e uma vasta
comitiva formada por ministros, conselheiros, militares e serviçais, num
total aproximado de 50 pessoas. Foi a primeira e única visita do
imperador ao território da Parahyba do Norte.
A comitiva imperial foi recebida com entusiasmo,
aplausos, vivas e muita empolgação pelo povo e por autoridades. O casal
imperial recebeu um crucifixo das mãos do Padre Chacon, visitador da
Província. Dom Pedro recebeu também as chaves da cidade, entregues pelo
presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Alves de Souza Carvalho,
segundo o médico e historiador paraibano Maurílio Augusto de Almeida,
autor do livro “Presença de D. Pedro II na Paraíba”.
“O imperador tinha 33 anos e seguiu a pé, com a comitiva
(subindo ladeiras), do Porto do Capim, seguindo pela Rua da Areia, Rua
Duque de Caxias, Ponto de Cem Réis, até o Palácio do Governo da
Província, hoje Palácio da Redenção, sede do Governo do Estado”,
acrescentou Otinaldo Lourenço.
Segundo ele, o povo acompanhou a comitiva pelas ruas da
Capital. E em frente ao Palácio, outra multidão aguardava a comitiva
imperial dando vivas ao imperador. Dom Pedro, Dona Teresa Cristina e
demais membros do governo imperial se hospedaram no Palácio, que fora
totalmente reformado e preparado para o acontecimento histórico, segundo
Otinaldo Lourenço.
A viagem a Pilar aconteceu no dia 26, uma segunda-feira.
“Ele foi a Pilar acompanhado de homens da Guarda Nacional, e do
presidente da Província. Parou no engenho Santo Amaro, em Bayeux.
Depois, seguiu com destino ao engenho Tibiri, em Santa Rita. Também
visitou o engenho de Maraú, então pertencente a José Teixeira de
Vasconcelos, posteriormente Barão de Maraú, avô do ex-prefeito de Santa
Rita, Marcus Odilon Ribeiro Coutinho”, disse Otinaldo Lourenço.
O imperador chegou a Pilar antes do previsto e nada tinha
sido preparado, ainda, para recepcioná-lo. Enquanto preparavam algo
para ele comer, Dom Pedro deitou-se numa rede e descansou. O governador,
segundo Otinaldo Lourenço, mandou prender Herique Lins, então
responsável pela cidade, pelo descaso em relação à visita do imperador.
Mas o próprio Pedro II mandou soltá-lo, assumindo a culpa pela
antecipação da chegada ao povoado.
Dormiu em Pilar e, no dia 27, a comitiva seguiu para
Mamanguape, a cidade mais próspera e rica da Província, depois da
Capital. Em Mamanguape, ele foi ovacionado. No dia 30, o imperador
deixou a Parahyba por volta das 8h. Seguiu para as Províncias de Alagoas
e Sergipe."
Fonte: ESTADOPB
Publicado por: A Redação