sábado, 19 de junho de 2021

Morre vítima da Covid-19 ex-prefeito de Pilar, José Benício Filho, aos 69 anos



Morreu vítima da Covid-19, neste sábado (19), o ex-prefeito de Pilar, José Benício Filho. Ele tinha 69 anos e era pai do atual gestor do município, José Benício Filho.

O corpo está sendo velado na residência do ex-prefeito e será sepultado às 16h deste sábado.

O filho e prefeito atual de Pilar, José Benício Neto, prestou homenagem ao pai nas redes sociais. “Meu pai… Te amarei eternamente.”

“Nosso eterno Prefeito José Benício, partiu hoje. Logo cedo, como quem tem pressa de viver a eternidade. Dessa maneira, nos resta a dor térrea, o ferimento que rasga o corpo e a alma. Com o coração apertado e as lágrimas que escorrem pelo rosto constantemente, nos despedimos de alguém que foi e continuará sendo, exemplo e inspiração. Gratidão por tudo, Seu Zé!”, declarou a Prefeitura de Pilar, em nota de pesar.

 


Nosso eterno Prefeito José Benício, partiu hoje. Logo cedo, como quem tem pressa de viver a eternidade. Dessa maneira, nos resta a dor térrea, o ferimento que rasga o corpo e a alma. Ele que doou sua vida em prol da nossa cidade, que viveu e acolheu no seu coração, os problemas, as angústias e as dificuldades do povo do nosso município. Ele que fez sempre o bem, sem olhar a quem, que viveu intensamente para essa cidade, de modo que sua história está misturada com a de Pilar e nós sabemos o quanto um foi do outro. Uma pertença que nos permitiu sorrir, amar, aprender e conjugar todos os verbos que tornam válida a aventura da nossa existência. Seguiremos hospedando sua memória, Seu Zé, levando tudo o que couber nos nossos corações, pois na história dessa terra, sua história se faz eterna. Leve da gente tudo o que quiser, tudo o que puder. O dia mais temido chegou. O dia de continuar neste mundo tão empobrecido, sem a sua preciosa presença, sabendo que o senhor não estará mais por aqui. Somos gratos pelo seu sim à missão de fazer o melhor por Pilar. Hoje somos feitos de saudades e gratidão ao maior líder político deste Município, que tanto fez e continuava a fazer, enquanto Secretário de Infraestrutura. Não sabemos como usar as palavras certas, em momentos que nos roubam a alegria, por isso, equilibramo-nos nas que emergem do coração para ressaltar que o senhor é um pedaço de Pilar, portanto, sabemos que o senhor já está no melhor lugar, na companhia de Jesus e da sua Santíssima Mãe, Nossa Senhora do Pilar, sua grande intercessora. Na eternidade, onde a pureza e a bondade prevalecem, todos sabem quem o senhor é e o tamanho desse coração. Com o coração apertado e as lágrimas que escorrem pelo rosto constantemente, nos despedimos de alguém que foi e continuará sendo, exemplo e inspiração. Gratidão por tudo, Seu Zé!
 

 

 

 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

POEMAS PILARENSES - ANTONIO COSTTA


 O poeta Antonio Costta publicou no Clube de Autores sua nova coletânea POEMAS PILARENSES, em homenagem a sua terra natal, o histórico município do Pilar, na Paraíba, berço do grande romancista José Lins do Rego. O poeta enaltece a sua terra como um verdadeiro reino da poesia.


SEJA BEM VINDO À PILAR!

Seja bem vindo à Pilar,
Terra pacata e querida,
Que tem muito que contar
De sua história, sua lida.
Muita curiosidade!
Pilar — terceira cidade
Mais velha da Paraíba!

Seja bem vindo à Pilar,
Terra de valor profundo,
Sua história é singular,
Pois encanta todo mundo!
Pilar tornou-se uma estrela,
Fez questão de conhecê-la
Até Dom Pedro II!

Seja bem vindo à Pilar,
Terra de Zé Lins do Rego,
Romancista popular
Que ganhou o mundo inteiro!
E quem ler os seus romances
Por Pilar sente apego.
Hoje aqui em seu torrão
Receba, de coração,
Nosso amor, nosso aconchego!

Seja bem vindo à Pilar,
Terra de Manoel Xudu,
Um poeta repentista
Que cantava sem lundu,
Que tirava da cachola,
Ao dedilhar a viola,
O canto do uirapuru!

Seja bem vindo à Pilar,
Terra de Zé Augusto Brito,
Que foi cronista e poeta
Do soneto mais bonito;
Que escreveu coisas tão belas:
Pilar, Vidas Paralelas,
Que hoje habita no infinito.

Seja bem vindo à Pilar
De Damião Cavalcanti
E de Frutuoso Chaves,
Outro cronista brilhante;
Pilar da prosa e da rima
E de Frederico Lima,
Outro escritor importante!

Seja bem vindo à Pilar,
Terra de gran tradição,
Do cirandeiro Raminho,
De Del Pilar, artesão,
De quadrilha que encanta
E de Dona Odete que canta
Coco de roda, no chão!

Seja bem vindo à Pilar
Onde a música repousa
Nas cordas do violão
De José Cosmo de Souza.
Terra de mui estrelatos,
Pilar de Zezita Matos,
Atriz que brilha, que ousa!

Seja bem vindo à Pilar,
Onde a cultura acontece,
Lugar onde a poesia
Em cada canto floresce;
Musa formosa e dileta
Que presenteia o poeta
Co’ inspiração que merece!

Seja bem vindo à Pilar,
À nossa terra querida,
Que está de braços abertos
Pra lhe receber na lida.
Pilar, terra hospitaleira,
Quem visita esta ribeira
Não quer mais sair na vida!

— Antonio Costta
 
 


INSPIRO-ME COMENDO RAPADURA

Inspiro-me comendo rapadura
Pra falar do Pilar que tanto amo,
Da terra nordestina que conclamo
Ser rica de valor e de cultura!

Inspiro-me comendo rapadura,
Repito no soneto que declamo,
Pra cantar minha terra que proclamo
Ser um dia meu repouso, sepultura.

Inspiro-me comendo um bom pedaço,
Lembrando dos engenhos, do melaço,
E do caldo de cana bem madura...

Pra louvar meu Pilar hospitaleiro,
Pra cantar meu Nordeste brasileiro,
Inspiro-me comendo rapadura!


O SABOR DA MINHA TERRA


Gosto de caldo de cana madura,
Gosto também de feijão com farinha;
Quem nunca comeu uma rapadura
Não sabe o sabor da minha terrinha!

Gosto de comer, com lambu e rolinha,
Inhame, batata, fava, macaxeira;
Quem nunca comeu picado na feira,
Não sabe o sabor da minha terrinha.

Buchada de bode? – deixa-me louco!
Quem nunca provou traíra de coco,
Mocotó de boi, pirão de galinha...

Não sabe o sabor, não sabe o segredo,
Da terra natal de Zé Lins do Rego...
— O grande sabor da minha terrinha!

— Antonio Costta
 

 


O livro já está disponível para venda neste link:

https://clubedeautores.com.br/livro/poemas-pilarenses 

 










quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

O POETA E SEU AMOR POR SUA TERRA

 
"Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!"  (Olavo Bilac)

O poeta e escritor Antonio Costta, como é mais conhecido, é sem dúvida um patrimônio cultural vivo do município de Pilar (PB), que tem dedicado sua vida a escrever com esmero e talento o muito que nos diferencia e nos orgulha, contribuindo através de sua criação literária e, de modo singular, através da criação da letra do Hino Oficial de Pilar, para elevar a auto-estima e orgulho de sermos filhos desta terra.

                O poeta Antonio Costta ao escrever em 1999 a letra do Hino de Pilar criou um dos símbolos mais importantes de seu município, que foi oficializado pela Lei n.º 01 de 23 de Setembro de 2002, e, mesmo antes de ser oficializado, o Hino foi executado em vários eventos especiais na cidade. A sua primeira execução foi realizada pelo músico José Cosmo de Souza, autor de sua música, durante o aniversário de 240 anos de emancipação política de Pilar. 


Durante todo esse período, o poeta Antonio Costta nunca recebeu direito autoral, nem jamais reivindicou porque o que escreveu foi com amor e por amor a Pilar, uma obra para contribuir para sempre com a história e a cultura de nosso município.

Por isso, depois de 22 anos de ter escrito a letra de nosso Hino, é justíssimo nosso reconhecimento ao nobre poeta pilarense, por ter prestado relevante contribuição à cultura de nossa terra, resgatando nossos valores, elevando nossa auto-estima e nosso amor por nossa querida e amada Pilar. 


 
SEJA BEM VINDO À PILAR
 
Seja bem vindo à Pilar,
Terra pacata e querida,
Que tem muito o que contar
De sua história, sua lida.
Muita curiosidade!
— Pilar terceira cidade
Mais velha da Paraíba!
 
Seja bem vindo à Pilar,
Terra de valor profundo,
Sua história é singular,
Pois encanta todo mundo.
Na província era uma estrela,
Fez questão de conhecê-la
Até Dom Pedro Segundo!
 
Seja bem vindo à Pilar,
Terra de Zé Lins do Rego
Que contou a nossa história
Para o mundo ter apego.
Hoje aqui em seu caminho
Receba nosso carinho,
Nosso amor, nosso aconchego!
 
Seja bem vindo à Pilar,
Terra de Manoel Xudu,
Um poeta repentista
Que cantava sem lundu,
Que tirava da cachola,
Ao dedilhar a viola,
O canto do uirapuru!
 
Seja bem vindo à Pilar,
Terra de Zé Augusto Brito,
Que foi cronista e poeta
Do soneto mais bonito;
Que escreveu coisas tão belas:
Pilar, Vidas Paralelas,
Que hoje habita no infinito.
 
Seja bem vindo à Pilar
De Damião Cavalcanti
E de Frutuoso Chaves,
Outro cronista brilhante;
Pilar da prosa e da rima
E de Frederico Lima,
Outro escritor importante!
 
Seja bem vindo à Pilar,
Terra de gran tradição,
Do cirandeiro Raminho,
De Del Pilar, artesão,
De quadrilha que encanta
E de Dona Odete que canta
Coco de roda, no chão!
 
Seja bem vindo à Pilar
Onde a música repousa
Nas cordas do violão
De José Cosmo de Souza.
Terra de mui estrelatos,
Pilar de Zezita Matos,
Atriz que brilha, que ousa!
 
Seja bem vindo à Pilar,
Onde a cultura acontece,
Lugar onde a poesia
Em cada canto floresce;
Musa formosa e dileta
Que presenteia o poeta
Co’ inspiração que merece!
 
Seja bem vindo à Pilar,
À nossa terra querida,
Que está de braços abertos
Pra lhe receber na lida
Com sua gente hospitaleira,
Quem visita esta ribeira
Não quer mais sair na vida!
 
— Antonio Costta
 

TROVAS PILARENSES

Eu sou filho do Pilar,
Meu torrão, meu aconchego;
Como amo esse lugar,
Terra de Zé Lins do Rego!

Pilar terra abençoada,
Melhor recanto do mundo!
É minha terra encantada
Que não esqueço um segundo.

Minha terra é pequenina,
Mas encanta o mundo inteiro,
Pois Pilar em prosa e rima
Honra o solo brasileiro!

De prazer minh’alma canta
Quando vejo o meu Pilar;
Saltam versos da garganta
Sem vontade de parar!...

Quem nunca escreveu um verso
Em Pilar fica inspirado,
Contemplando o universo
De Zé Lins com seu passado.

Faço um verso de repente,
De repente faço um verso;
Só pra cantar minha gente,
Meu torrão, meu universo!

Pilar terra nordestina,
Meu rubi, meu diamante;
É tão bela e pequenina,
Mas, pra nós, ela gigante!

Pilar, meu torrão amado,
Que Deus me deu como berço,
Quero sempre ‘stá ao seu lado,
Dedicando amor e apreço!

Oh terra da minha infância!
Da juventude também;
Faz-me sofrer a distância
Quando não ‘stou com meu bem!

Oh minha jóia brilhante,
Oh minha terra querida!
Cantar-te-ei cada instante
Com todo amor de minh' vida.

Não trouxe um pouco de terra
Da minha terra pra mim,
Mas no meu peito se encerra
Pilar inteira, sem fim!

És a terra que prefiro,
Que Deus me deu como minha;
Como escreveu Casimiro:
“Hei de fazê-la rainha”!

Antonio Costta
 
 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

ANTONIO COSTTA - POEMAS

 



NEM TUDO

Nem tudo nesta vida nos convém,
Paulo escreve deixando bem explícito:
“Tudo é bom, mas nem tudo nos é lícito”,
Provai tudo, mas só retende o bem!

Precisamos enxergar mais além,
Há espinhos nas flores do jardim;
O mundo se camufla para mim...
Porque nem todo abraço amor contém!

Preciso de Jesus na minha vida,
Pois o caminho é estreito, é de subida,
E eu tenho que levar a minha cruz...

Pois a vida a cada dia nos retrata:
Nem tudo que reluz é ouro ou prata...
E só existe uma esperança: é JESUS!



UM MILAGRE

Um milagre acontece em minha vida
Todo dia quando acordo e, tão profundo,
Contemplo a terra, o mar, o céu, o mundo...
E a luz do sol nas águas refletida!...

Um milagre acontece em minha vida
Quando vejo em redor um grande brilho,
Minha esposa sorrindo com meus filhos,
A minha família amorosa e querida!...

Eu só tenho Senhor que te louvar
Pelas bênçãos que estás a derramar,
Dando-nos saúde, força e guarida...

Pois toda vez que vejo o pão na mesa,
A família presente -Que beleza!
-Um milagre acontece em minha vida!



A MAIOR PROVA DO AMOR DE DEUS

Contemplando este mundo dos altos céus,
Viu Deus a humanidade corrompida;
Viu o homem destruindo a própria vida!
Violento, fornicário, tão ateu!...

Então Deus se levantou em plena glória
E resolveu participar desta guerra;
Enviando-nos Seu Filho aqui pra terra
Modificando pra sempre a nossa história!

Pois somente Jesus Cristo, o Filho Amado,
É quem podia combater nosso pecado
Com Seu sangue derramado lá na cruz.

Esta foi a maior prova que tivemos
De amor do Pai Eterno, pois sabemos,
Que merecíamos morrer... – não Jesus!
 
© Antonio Costta




segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A POESIA DE ANTONIO COSTTA NO "MUNDO DOS POEMAS", EM PORTUGAL

                                                     

O canal de YouTube "Mundo dos Poemas", em Portugal, começou a publicar vídeos com narrações de poemas do poeta pilarense Antonio Costta. Serão publicados quatro vídeos mensais na plataforma digital que já têm mais de 400 poetas cadastrados em todo mundo. Os textos são selecionados pela equipe do Mundo dos Poemas e narrados na língua lusitana, acompanhados de fundo musical, o que tem dado uma nova dimensão à obra do poeta paraibano.

Aqui estão os primeiros vídeos publicados no Mundo dos Poemas: 


ONDE SEU GESTO PASSOU

(https://www.youtube.com/watch?v=4t6m6cIOXaI)

  

NO CHÃO DA SAUDADE

 (https://www.youtube.com/watch?v=YIgg2WRH9_Q)

 
NA INGRATIDÃO DA HUMANIDADE
 

 
RESUMO BIOGRÁFICO
 
Antonio da Costa Silva (Antonio Costta) é poeta, escritor e artista plástico brasileiro, natural do município de Pilar, Estado da Paraíba. É casado, pai de três filhos e presbítero da Igreja Assembleia de Deus (Missão) em Itabaiana-PB, onde reside a 19 anos. Tem 20 livros publicados e é autor da letra do Hino Oficial do município de Pilar-PB. É membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. Foi vereador, por duas legislaturas, no município de Pilar/PB, Secretário Adjunto de Cultura no município de Itabaiana/PB, Secretário de Cultura e Turismo do município de Pilar/PB. Os seus livros estão disponíveis para venda no site do Clube de Autores, neste link:

 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

ANTONIO COSTTA E SEU NOVO LIVRO SOBRE A VISITA DE D. PEDRO II À PILAR



O poeta Antonio Costta publicou no Clube de Autores seu novo livro VISITA DE D. PEDRO À PILAR-PB E OUTROS POEMAS PILARENSES. O livro, baseado em fatos reais, faz um resgate de uma parte singular da história e da cultura paraibana. Em versos de cordel, Antonio Costta narra a visita de D. Pedro II à Capital da Província e à Vila do Pilar, que era, na época, um importantíssimo centro econômico/açucareiro da província paraibana, pois detinha o total de quarenta engenhos de cana de açúcar espalhados por seu território.

O livro já está disponível para venda neste link:

https://clubedeautores.com.br/livro/visita-de-d-pedro-ii-a-pilar-pb-e-outros-poemas-pilarenses


HISTÓRICO DA VISITA DE D. PEDRO II À PARAÍBA

"Com o objetivo de melhor conhecer as províncias do vasto império brasileiro, demarcar a presença do governo no lugares mais remotos ao norte da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (Capital do Império), fortalecer a monarquia e preservar a unidade nacional que resultou no Brasil de hoje, o imperador Dom Pedro II passou quatro meses viajando pelo País no ano de 1859.

Parahyba, Capital da Parahyba do Norte, sábado, 24 de dezembro de 1859, 16h30. O Vapor APA, navio da Marinha do Brasil, atracou no Porto do Capim, no rio Sanhauá. A bordo, estavam o imperador Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina, o médico Motta Maia e uma vasta comitiva formada por ministros, conselheiros, militares e serviçais, num total aproximado de 50 pessoas. Foi a primeira e única visita do imperador ao território da Parahyba do Norte.

A comitiva imperial foi recebida com entusiasmo, aplausos, vivas e muita empolgação pelo povo e por autoridades. O casal imperial recebeu um crucifixo das mãos do Padre Chacon, visitador da Província. Dom Pedro recebeu também as chaves da cidade, entregues pelo presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Alves de Souza Carvalho, segundo o médico e historiador paraibano Maurílio Augusto de Almeida, autor do livro “Presença de D. Pedro II na Paraíba”.

“O imperador tinha 33 anos e seguiu a pé, com a comitiva (subindo ladeiras), do Porto do Capim, seguindo pela Rua da Areia, Rua Duque de Caxias, Ponto de Cem Réis, até o Palácio do Governo da Província, hoje Palácio da Redenção, sede do Governo do Estado”, acrescentou Otinaldo Lourenço.

Segundo ele, o povo acompanhou a comitiva pelas ruas da Capital. E em frente ao Palácio, outra multidão aguardava a comitiva imperial dando vivas ao imperador. Dom Pedro, Dona Teresa Cristina e demais membros do governo imperial se hospedaram no Palácio, que fora totalmente reformado e preparado para o acontecimento histórico, segundo Otinaldo Lourenço.

A viagem a Pilar aconteceu no dia 26, uma segunda-feira. “Ele foi a Pilar acompanhado de homens da Guarda Nacional, e do presidente da Província. Parou no engenho Santo Amaro, em Bayeux. Depois, seguiu com destino ao engenho Tibiri, em Santa Rita. Também visitou o engenho de Maraú, então pertencente a José Teixeira de Vasconcelos, posteriormente Barão de Maraú, avô do ex-prefeito de Santa Rita, Marcus Odilon Ribeiro Coutinho”, disse Otinaldo Lourenço.

O imperador chegou a Pilar antes do previsto e nada tinha sido preparado, ainda, para recepcioná-lo. Enquanto preparavam algo para ele comer, Dom Pedro deitou-se numa rede e descansou. O governador, segundo Otinaldo Lourenço, mandou prender Herique Lins, então responsável pela cidade, pelo descaso em relação à visita do imperador. Mas o próprio Pedro II mandou soltá-lo, assumindo a culpa pela antecipação da chegada ao povoado.

Dormiu em Pilar e, no dia 27, a comitiva seguiu para Mamanguape, a cidade mais próspera e rica da Província, depois da Capital. Em Mamanguape, ele foi ovacionado. No dia 30, o imperador deixou a Parahyba por volta das 8h. Seguiu para as Províncias de Alagoas e Sergipe."

Fonte: ESTADOPB

Publicado por: A Redação



segunda-feira, 6 de julho de 2020

POEMAS: MANIFESTO DO RIO E O RIO PEDE SOCORRO


MANIFESTO DO RIO

Eu quero ser rio limpo,
rio saudável de novo,
ser habitado por peixes
pra serventia do povo.

Eu quero o povo pescando,
eu quero o povo plantando,
eu quero o povo colhendo,
eu quero o gado pastando,
eu quero o povo sorrindo,
crianças se divertindo,
nas minhas águas pulando!

As lavadeiras lavando
roupas com sabão de pedra,
cavalo se refrescando
depois de andar uma légua,
quero minhas águas seguindo,
quero está sempre servindo
aos habitantes da terra!

Não quero ser só lembrança
de um passado de glória,
eu quero ser esperança
desta nossa nova história.
Não quero ser prisioneiro
de cerca de fazendeiro,
nem quero ser saqueado
por dragas de areeiro!

Oh homens gananciosos,
deixai o povo sofrido
ser em meu leito remido
com liberdade de novo!
Ninguém me cerque, me prive,
que quero ser rio livre,
ser Paraíba do povo!

— Antonio Costta



O RIO PEDE SOCORRO

Vejo um rio agonizante
num painel angustiante
pelas terras que percorro;
O Paraíba degradado,
poluído, saqueado,
nos clamando por socorro!

Mas que cena degradante,
vejo um rio agonizante
sob as dragas do areeiro!
O seu leito foi vendido,
usurpado, consumido,
por ganância de dinheiro.

Vejo um rio agonizante,
um fio d’água na vazante
sem saber onde vai dar;
outrora tão caudaloso,
um rio tão majestoso
com destino para o mar!

Hoje retido em barragem
virou apenas miragem
no decorrer do percurso;
um rio preso, cercado,
com o seu leito barrado
pra quem lhe busca recurso.

Hoje ele está dominado,
seguindo qual condenado
para seu fim, sua morte;
mas só depende de nós
quebrar os laços do algoz
pra lhe livrar dessa sorte!

Morrer o rio não deixes,
com suas águas, seus peixes,
o pouco que sobrevive;
Retirem a draga do peito,
não aniquilem seu leito,
que essa sentença se arquive!


Que a lei dos homens exista
e que se cumpra, resista,
sem jamais se corromper;
que a lei proteja, defenda,
que a lei não seja horrenda


permitindo o rio morrer!
Que nossa voz não se cale
para defesa do Vale
do Paraíba do Norte!
E que nosso rio perene
siga seu curso solene,
em paz, mais limpo e mais forte!

— Antonio Costta

HINO OFICIAL DE PILAR - cantado por Jordânia Borges

HINO OFICIAL DE PILAR- cantado por José Cosmo de Souza

Pilar(PB) Terra de Zé Lins

 
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