O poeta José Augusto de Brito nasceu em Pilar (PB) em 01 de agosto de 1919 e morreu em 2010, na cidade de João Pessoa, com noventa e um anos de idade.
José Augusto de Brito veio de uma família humilde, mas trabalhadora. Foi agricultor, professor, poeta, cronista, historiador, Coletor Fiscal, vereador e prefeito (por dois mandatos) da terra de José Lins do Rego.
Publicou sete livros de crônicas e poesias, são eles: Vidas Paralelas; Canções do Entardecer; Sem Água, Sem Rio Sem Verde; Pilar; Memórias de um Aprendiz de Nada; Pilar é História e Pingolenço - Um Tributo à Arte. Tornou-se membro da Academia Paraibana de Poesia. Durante vários anos foi cronista do Jornal O Norte, onde conquistou fieis leitores que adoravam as suas crônicas sobre “causos” acontecidos no Vale do Paraíba.
Certa vez questionado sobre o que lhe motivava a publicar tantas crônicas na imprensa estadual, ele respondeu: “Tudo o que escrevo é para enaltecer a minha pequenina e gigante Pilar”.
Foi um grande estudioso da obra de José Lins do Rego, para a qual dedicou alguns ensaios literários, publicado em seus dois livros de crônicas: Pilar, e Pilar é História.
Os livros de “Zé Augusto”, como ele era chamado por populares, são de riquíssimo valor literário, e precisam ser reeditados e utilizados na rede municipal de ensino. É preciso que haja uma iniciativa, um projeto aprovado pela Câmara Municipal de Pilar e executado pelo poder executivo, para que a obra de nosso poeta seja estudada em sala de aula, pelos alunos de sua terra natal.
“Zé Augusto” é digno também de outra homenagem expressiva: de um busto em uma praça. Pois todas as homenagens são poucas para quem tanto amou e cantou a sua terra natal, nos quatro cantos do Estado, como o seu maior tesouro.
Antonio Costta
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Um soneto de José Augusto de Brito:
ALMA PILARENSE
Naquele sábado de poesia,
O violão desfila em serenata,
Com Zé de Heleno até o fim do dia,
Nos dedos e na voz uma cascata.
É o Pilar palpitando em melodia,
É o coração de Diu que desata,
É a família reunida na alegria,
Relembrando a distância que maltrata.
É a comunhão de todo o pilarense
No grande altar do amor e da saudade,
Extravasada na voz e no violão.
É a força do Pilar que ninguém vence,
É o entrelaçamento da amizade
A cantar na tua alma, meu irmão.